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BRAM prefere ações de campeãs de mercado em meio à instabilidade

Vinícius Andrade, Cristiane Lucchesi e Felipe Marques

14/09/2018 07h00

(Bloomberg) -- A Bradesco Asset Management está selecionando empresas que são líderes "inegáveis" nos seus respectivos setores à medida que as eleições no Brasil trazem volatilidade ao mercado acionário.

A empresa de R$ 597 bilhões, a terceira maior gestora de recursos do país, vem reduzindo riscos e evitando setores onde a concorrência é acirrada, uma vez que a disputa por participação de mercado pode levar a margens menores em meio à incerteza política.

"No longo prazo, estamos otimistas, mas agora não é hora de correr riscos", disse o presidente da BRAM, Ricardo Almeida, em entrevista no escritório da Bloomberg em São Paulo. "Tendemos a gostar de empresas que são líderes de segmento, com algum poder de precificação."

A Bradesco Asset Management gosta da agência de viagens CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens, que está bem posicionada para enfrentar qualquer cenário.

"Se o real enfraquecer, a CVC pode vender pacotes domésticos; se a moeda se fortalecer, venderá os internacionais", disse Almeida. O gestor de ativos também tem uma visão favorável da B3, a bolsa de valores e derivativos que não tem concorrentes no mercado interno, e da resseguradora IRB Brasil Resseguros, que é muito maior do que suas rivais por participação de mercado.

Magazine Luiza também é uma das principais escolhas, já que a empresa de varejo deve se beneficiar do crescente uso do comércio eletrônico, disse Marcelo Nantes, diretor de renda variável da BRAM, na mesma entrevista.

As ações brasileiras representam atualmente 2,5% do portfólio da BRAM.

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