PUBLICIDADE
IPCA
+0,53 Jun.2021
Topo

Facebook diz que preservaria liberdade de expressão na China

Sarah Frier

14/11/2018 11h37

(Bloomberg) — O Facebook afirmou que, se algum dia voltar à China, a empresa fará isso de maneira a preservar os direitos à liberdade de expressão e à privacidade — questões que tornam tal ação quase impossível hoje em dia.

O gigante das redes sociais fez o comentário em resposta por escrito a perguntas dos senadores dos EUA. A postura do Facebook é mais cautelosa do que a do Google, que está tentando levar seu motor de buscas on-line de volta à China. Esse projeto desencadeou duras críticas e debates entre funcionários e pessoas de fora da empresa, que afirmam que a companhia está violando sua missão. O líder do Google, Sundar Pichai, disse que o mercado chinês é grande demais para ser ignorado.

O Facebook informou que desde 2013 é membro da Global Network Initiative, uma organização de direitos digitais que segue os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre empresas e direitos humanos. A empresa é avaliada sobre o cumprimento das metas a cada dois anos.

"Em conformidade com esses compromissos, uma rigorosa auditoria dos direitos humanos e uma consideração cuidadosa das implicações da liberdade de expressão e da privacidade constituiriam componentes importantes de qualquer decisão para uma entrada na China", afirmou a empresa aos senadores dos EUA. "O Facebook está bloqueado na China desde 2009 e não foi tomada nenhuma decisão a respeito das condições sob as quais qualquer possível serviço futuro poderia ser oferecido na China."

Mas a empresa não está completamente fora do mercado chinês. O Facebook mantém vendedores no país para comercializar anúncios com empresas locais que buscam atingir pessoas fora da China. A empresa também, em alguns momentos, tentou abrir um escritório em Pequim e certa vez lançou um aplicativo de compartilhamento de fotos no país chamado Colorful Balloons.

A empresa respondeu às perguntas para dar continuidade ao depoimento da diretora de operações, Sheryl Sandberg, ao Congresso, em setembro.