PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

Brookfield está otimista com governo pró-mercado de Bolsonaro

Scott Deveau

06/02/2019 15h32

(Bloomberg) -- A Brookfield Asset Management quer aproveitar a onda de privatizações do novo governo de Jair Bolsonaro.

"Com posições grandes e significativas em muitos desses setores, acho que estamos muito bem posicionados para analisar várias ofertas e aumentar nossas plataformas atuais se novos ativos chegarem ao mercado", disse Sam Pollock, diretor executivo da Brookfield Infrastructure Partners em teleconferência com investidores na quarta-feira. "Somos bem posicionados e não alguém que está chegando agora."

As várias subsidiárias da Brookfield, incluindo seu braço de infra-estrutura, têm investido ativamente no Brasil nos últimos anos, incluindo a aquisição, com um grupo de investidores, da NTS em 2016 por cerca de US$ 5,6 bilhões.

"Esperamos taxas de crescimento mais altas, inflação e taxas de juros mais baixas, uma moeda mais forte e condições de mercado mais otimistas", disse Pollock em uma carta aos acionistas. A queda nas taxas de juros já permitiu à empresa refinanciar seu negócio de transmissão de gás.

Aumento da competição

A mudança de governo já está gerando um interesse renovado no Brasil, disse ele.

"Estamos vendo uma maior concorrência por ativos de alta qualidade, com mais investidores dispostos a oferecer valores mais altos por ativos de infraestrutura, em relação aos últimos anos", disse Pollock.

Vendas de Ativos

Pollock disse que a Brookfield tem estado muito ativa na monetização de seus ativos maduros, incluindo a obtenção de um acordo em janeiro para vender até um terço de sua participação em seu negócio de rodovias no Chile. Ele disse que a empresa tem cinco outros processos de vendas em andamento que devem gerar um adicional de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões nos próximos 12 a 18 meses.

"No futuro, esperamos que a maior parte do nosso crescimento seja financiada pelos recursos de vendas de ativos e fluxos de caixa retidos no negócio", disse Pollock. "Isso é diferente de quando começamos o negócio há 10 anos. Em anos anteriores, emitimos capital para financiar grande parte de nossos investimentos em fusões e aquisições e projetos de capital em grande escala. "

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net