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Feira de arte Frieze Los Angeles atrai Brad Pitt e bilionários

James Tarmy e Katya Kazakina

15/02/2019 13h01

(Bloomberg) -- Às 11 horas de quinta-feira, um grupo de colecionadores de obras de arte e celebridades, incluindo Jodie Foster e Brad Pitt, se amontoavam com guarda-chuvas sob uma tempestade para entrar no primeiro dia da Frieze Los Angeles.

"Finalmente temos uma feira aqui", disse Pitt, em entrevista. "Espero que ela continue."

A feira, que acontece neste fim de semana no lote da Paramount Pictures em Hollywood, é uma espécie de teste para um público que, de acordo com o pensamento convencional, prefere comprar em Nova York ou Londres, não localmente. O evento ancora uma semana com pelo menos seis feiras comerciais de obras de arte e inúmeras inaugurações repletas de celebridades em galerias, museus e casas particulares.

"Os colecionadores de Los Angeles são muito bem informados - só acho que nunca tivemos uma feira em que as galerias tenham se equiparado ao nível dos colecionadores", disse Nancy Lainer, executiva da empresa de imóveis comerciais de capital fechado que pertence à sua família, no estande da Marc Selwyn Fine Art. "Eles viajaram mundo afora para visitar outras feiras, e acho que agora muita gente está interessada em ver como é uma feira em nosso próprio quintal."

'Energia' de Miami

A versão da Frieze em Los Angeles é menor do que as edições de Nova York ou Londres, com 70 galerias em um espaço com capacidade para apenas seis cabines. Como resultado, o dia de inauguração VIP foi ao mesmo tempo íntimo e movimentado, embora os códigos de incêndio tenham estipulado um limite estrito para o número de visitantes.

O evento tem "o mesmo tipo de energia" que a inauguração da Art Basel Miami, disse Donald Johnson Montenegro, negociante da Luhring Augustine Gallery, em Nova York, que exibe obras de Jeremy Moon e Ragnar Kjartansson em seu estande. "A escala da feira ajuda. Quando você coloca 10 pessoas em um espaço pequeno, parece uma grande festa."

Michael Keaton, Amy Poehler, Leonardo DiCaprio e Sylvester Stallone estavam entre as celebridades de Hollywood que se misturavam com colecionadores bilionários, como Maja Hoffmann e Eli Broad.

Centro artístico

Felix, a feira cofundada por Dean Valentine, ex-executivo da Walt Disney, convocou uma multidão no Hollywood Roosevelt Hotel a partir da tarde. Diversas galerias internacionais se instalaram nos quartos do hotel, com quadros e esculturas espalhados pelas camas, pendurados nos chuveiros e apoiados em mesas.

"Muitos colecionadores vêm de fora da cidade em busca de recursos culturais em Los Angeles", disse David Daniels, diretor de vendas da galeria Morán Morán, de Los Angeles, que ajudou a organizar o evento. "Tem muita gente envolvida em negócios criativos aqui, e acho que muitas vezes essas pessoas ignoram as obras de arte porque estão envolvidas em outros empreendimentos criativos."

Mesmo assim, os eventos desta semana mostraram que a cidade é, à sua maneira, um centro artístico.

Em Brentwood, o CEO da NPR, Jarl Mohn, recepcionou os visitantes em sua mansão repleta de obras de arte minimalistas de Donald Judd e Carl Andre, além de preciosidades de praticantes do movimento "Light and Space", da Califórnia, como Doug Wheeler.

"Para os criadores, Los Angeles é o lugar mais importante do planeta", disse Mohn. "O problema é que, como um centro empresarial e comercial, ainda temos um longo caminho pela frente. Ter a Frieze aqui vai ajudar."

Repórteres da matéria original: James Tarmy em New York, jtarmy@bloomberg.net;Katya Kazakina em N York, kkazakina@bloomberg.net