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Oferta de cobre sofre golpe com protesto e chuva na Am. do Sul

Laura Millan Lombrana

29/03/2019 12h26

(Bloomberg) -- Chuvas fortes e protestos nos dois maiores países produtores de cobre do mundo estão reduzindo a oferta do metal e adicionando pressão a um mercado que deve encerrar o ano em déficit.

O Chile, o maior produtor mundial, reportou a menor produção em quase dois anos em fevereiro, segundo dados compilados pelo instituto nacional de estatística. A produção caiu 8,6% em relação ao ano anterior em um mês em que as chuvas fortes reduziram as operações no distrito norte da Codelco e na mina El Abra, da Freeport-McMoRan.

No Peru, as exportações de cobre caíram devido a protestos na estrada que liga Mina de Las Bambas da MMG com o porto de Matarani. A estrada foi bloqueada por mais de 50 dias, atrasando os embarques, disse a MMG. A empresa disse na segunda-feira que teria que declarar força maior nos embarques até o final da semana se os bloqueios não forem desfeitos.

A interrupção em Las Bambas aumentará a pressão sobre o fornecimento de concentrado de cobre para a China, ao mesmo tempo em que aperta o tratamento à vista e as taxas de refino, disso Yi Zhu, analista da Bloomberg Intelligence, em nota antes da divulgação dos dados chilenos. O mercado de cobre encerrará o ano com um déficit de 406 mil toneladas, com o declínio da oferta de minas e a demanda crescendo continuamente, projetaram os analistas do Morgan Stanley em relatório trimestral no início desta semana.

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