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Britânicos mais ricos ganham US$ 28 bi desde referendo do Brexit

Tom Metcalf

14/05/2019 11h47

(Bloomberg) -- Pelo menos um grupo de residentes do Reino Unido está prosperando com o Brexit: um exclusivo clube de bilionários.

Os 15 britânicos que fazem parte do Índice de Bilionários Bloomberg aumentaram sua fortuna em US$ 28 bilhões desde que o Reino Unido votou a favor da saída da União Europeia, em 23 de junho de 2016. Desse total, US$ 18 bilhões foram acumulados este ano. O patrimônio líquido desse grupo agora totaliza US$ 109 bilhões.

Dois defensores do Brexit respondem pela maioria dos ganhos. Jim Ratcliffe e James Dyson acumularam um total de US$ 20 bilhões desde o referendo, segundo o ranking. Ratcliffe tomou o lugar de Hugh Grosvenor, duque de Westminster, como a pessoa mais rica da Grã-Bretanha. O valor se compara aos estimados 39 bilhões de libras (US$ 51 bilhões) que o Reino Unido precisaria para pagar seus compromissos com a União Europeia.

O crescimento de suas fortunas contrasta com a maior estagnação econômica do Reino Unido desde o referendo. Em fevereiro, o presidente do Banco de Inglaterra, Mark Carney, disse que a economia estava sofrendo em meio ao "nevoeiro do Brexit", e revisou para baixo a projeção de crescimento para este ano e 2020. O mercado de trabalho britânico continua forte, mas as empresas têm reduzido investimentos diante do receio de que a desaceleração econômica possa se tornar uma grave recessão caso o Reino Unido saia da UE sem um acordo para amortecer o golpe.

Os mais ricos da Grã-Bretanha têm conseguido superar essas incertezas. Também ajuda o fato de esse grupo não ter amarras. Mais da metade dos empresários britânicos no ranking da Bloomberg não são mais residentes no Reino Unido.

Em fevereiro, o Sunday Times informou que Ratcliffe, de 66 anos, estava estudando maneiras de estruturar sua fortuna para economizar até 4 bilhões de libras em impostos, incluindo uma possível mudança para Mônaco.

Sem dúvida, o empresário tem investido sua fortuna em projetos de alto perfil. Sua empresa de produtos químicos, a Ineos, está investindo milhões no patrocínio de uma equipe de ciclismo profissional e, na semana passada, o bilionário disse que não desistiu da meta de comprar o clube de futebol Chelsea.