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Hamas elogia boicote aos produtos israelenses procedentes das colônias

18/08/2014 11h57

Gaza, 18 ago (EFE).- O movimento islamita Hamas louvou nesta segunda-feira a decisão da União Europeia de vetar a compra de produtos israelenses cultivados ou fabricados nas colônias, ilegais segundo o direito internacional.

Em um e-mail enviado aos meios de comunicação, Fawzi Barhoum, porta-voz do grupo em Gaza, pediu, no entanto, mais medidas e mais duras "para fazer frente à ocupação" israelense dos territórios palestinos.

"A decisão da União Europeia de boicotar os produtos israelenses é um passo na direção correta mas deve vir seguido de medidas mais duras contra a ocupação israelense, que deve ser castigada pelos crimes que comete em Gaza e contra o povo palestino" em geral, afirmou.

O jornal progressista israelense "Ha'aretz" revelou hoje que o Ministério da Agricultura instruiu os produtores de leite, ovos e frangos para que separem de suas linhas de exportação à Europa os produtos criados nas colônias, já que a UE vetará sua entrada a partir de 1 de setembro.

Segundo o jornal, o governo iniciou uma campanha para preparar estes produtores e atenuar o quanto for possível o efeito da entrada em vigor da direção da UE que veta a importação de produtos israelenses gerados em território palestino ocupado.

"A UE já proibiu a entrada de produtos orgânicos procedentes das colônias. A partir de 1 de setembro, bloqueará (a importação dos) animais, incluindo os ovos, os frangos e o leite", explica o jornal.

"O Ministério da Agricultura, junto ao de Economia e Relações Exteriores, está tentando convencer a UE de suspender a decisão, mas também está preparando os produtores para as consequências", acrescentou.

"Na semana passada os serviços veterinários do Ministério enviaram uma carta aos produtores de leite na qual ordenavam separar o leite ordenhado nas colônias daquele produzido estritamente em Israel", precisou.

A União Europeia aplica a lei internacional, que diz que as colônias são ilegais, e por isso exclui do tratado de livre-comércio com Israel todos os produtos israelenses produzidos além da linha de demarcação que foi fixada em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel se apropriou de grande parte do território palestino.

A UE estuda, além disso, somar outros produtos, incluindo aqueles que são fabricados em Israel mas com matéria-prima procedente das zonas palestinas ocupadas.

Há meses, a plataforma palestina Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) promove uma campanha com a qual pretende combater a ocupação israelense através do boicote internacional.

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