Analistas preveem que economia deve ter contração de 3% em 2016

Rio de Janeiro, 4 jan (EFE).- A economia deve ter uma contração de quase 3% neste ano após sofrer em 2015 sua maior queda nos últimos 25 anos (-3,71%), segundo as novas projeções dos analistas do mercado divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central.

De acordo com a primeira pesquisa realizada neste ano pelo organismo emissor entre economistas do mercado, o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia latino-americana se contrairá 2,95% e a inflação chegará a 6,87%.

As previsões são piores do que as feitas na última semana do ano passado, quando os analistas esperavam uma contração do PIB de 2,81% em 2016 e uma inflação de 6,86%.

As projeções figuram no Boletim Focus, uma publicação semanal do Banco Central que inclui uma pesquisa realizada com uma centena de analistas de instituições financeiras privadas sobre o estado da economia nacional.

Apesar das previsões pessimistas para 2016, as projeções são melhores do que as calculadas para 2015, ano que, segundo as últimas previsões, terminou com uma contração econômica de 3,71% e uma inflação de 10,72%, a maior em 13 anos.

Apesar da inflação ceder desde 10,72% em 2015 até 6,87% em 2016, em ambos anos superará o teto máximo tolerado pelo governo.

A meta de inflação do país é de 4,5% anual, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais, aceitando que chegue a um máximo de 6,5%.

O Brasil terminou 2014 com uma inflação de 6,41%, acima dos números de 2013 (5,91%), mas abaixo do teto do governo.

Se essas previsões se confirmarem, além de sofrer a maior queda desde 1990, quando a economia se contraiu 4,35%, o PIB do Brasil encadeará dois anos consecutivos de crescimento negativo pela primeira vez desde 1948.

Os dados confirmam a percepção dos economistas de que o Brasil enfrenta sua pior recessão em décadas e que a situação seguirá grave em 2016.

A economia brasileira acumulou neste ano três trimestres consecutivos de crescimento negativo e sofre com uma inflação e um desemprego crescentes, assim como com um déficit recorde nas contas públicas, o que levou duas agências de qualificação a retirar do país o grau de investimento que o garantia como bom pagador.

Para tentar endireitar o rumo, o governo anunciou um profundo ajuste fiscal, com redução de despesas e aumento de impostos, que inicialmente pode agravar mais a situação e que não foi totalmente aprovado pelo Congresso devido à crise política do país.

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