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Argentina negocia liberação de crédito brasileiro para infraestrutura

Brasília, 18 fev (EFE).- O ministro de Fazenda e Finanças da Argentina, Alfonso Prat-Gay, realizou nesta quinta-feira uma visita ao Brasil, onde negociou a liberação de crédito para infraestrutura e uma postura comum de ambos os países para a próxima cúpula do G20.

"Temos uma lista de projetos pré-aprovada" com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a intenção é que comece a ser liberada, explicou Prat-Gay em breve declaração a jornalistas.

De acordo com o ministro, que discutiu o assunto com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o primeiro projeto nessa lista se refere ao soterramento da ferrovia Sarmiento, obra que desde 2006 foi paralisada várias vezes por diversos motivos.

Sem revelar valores, o político argentino afirmou que os outros projetos que continuar serão executados nas províncias de La Pampa e Santiago del Estero.

Prat-Gay também se reuniu com o ministro da Fazenda do Brasil, Nelson Barbosa, com quem discutiu assuntos relativos à reunião que os ministros de Economia do G20 realizarão na cidade chinesa de Xangai nos dias 26 e 27 de fevereiro, preparatória da cúpula do grupo prevista para setembro.

O ministro argentino explicou que analisou com Barbosa uma possível postura comum contra o G20 em relação à necessidade de um sólido apoio financeiro para a área de infraestrutura e assuntos sociais, assim como o firme compromisso com uma maior transparência fiscal.

Em outra reunião, Prat-Gay se encontrou com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, que o recebeu em seu escritório junto a outros funcionários da pasta.

Durante a visita de Prat-Gay, alguns dos integrantes de sua delegação se encontraram com diretores da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) do Brasil para analisar a situação atual do Mercosul.

Segundo disse a jornalistas o presidente da CNA, João Martins, a delegação argentina, liderada pelo secretário de Agricultura e Pecuária, Ricardo Negri, afirmou que é necessário ampliar as fronteiras comerciais do bloco.

"É necessário estabelecer uma maior cooperação para recuperar o tempo perdido e conseguir uma maior inserção no mercado externo", considerou Martins.

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