Marca de acessórios Mopar completa 80 anos e mira expansão na América Latina

Julio César Rivas.

Detroit (EUA), 13 jan (EFE).- A Mopar, marca de acessórios e serviços do grupo Fiat Chrysler (FCA), completa neste ano 80 anos de existência em plena etapa de expansão, especialmente na América Latina, para apoiar o crescimento da Jeep.

A marca, que iniciou suas atividades vendendo anticongelante para automóveis, anunciou que para comemorar o 80º aniversário produzirá em 2017 várias edições especiais de veículos das marcas FCA, assim como novos produtos.

Embora durante uma entrevista à Agência Efe no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (NAIAS), em Detroit, o diretor da marca, Pietro Gorlier, tenha evitado revelar quais modelos terão uma edição Mopar ou quais novos produtos aparecerão, o executivo disse que a cada mês haverá "uma surpresa".

Gorlier contou à Efe que a Mopar está em processo de ampliação na América Latina para apoiar o crescimento da Jeep, após a abertura no Brasil, em 2015, da primeira fábrica de montagem de veículos da marca na região.

"Na América Latina, estamos desfrutando de uma grande expansão de nossa marca Jeep, por isso estamos trabalhando com nossas concessionárias para garantir que esta expansão tenha os processos adequados e que somos capazes de dar serviço a um grande número de novos clientes", declarou Gorlier.

O executivo acrescentou que, de forma paralela, a Mopar está realizando investimentos na América Latina para modernizar instalações, a construção de um novo grande centro de distribuição de peças em São Paulo e o desenvolvimento de acessórios específicos para os mercados locais.

"Reconhecemos a necessidade de produtos locais, e por isso criamos uma equipe de engenharia na América Latina para desenvolver acessórios e componentes de alto rendimento, assim como analisar novos produtos para colocá-los no mercado", disse.

Parte destes investimentos é a abertura, em Pernambuco, da primeira oficina de personalização de veículos da Mopar na América Latina.

"Nossa primeira oficina de personalização foi aberta perto da fábrica da Jeep em Pernambuco. Lá, podemos personalizar os modelos Compass e Renegade tão logo eles saiam da fábrica", explicou.

A instalação da oficina imita uma das grandes histórias de sucesso da Mopar nos Estados Unidos.

"É uma réplica do modelo que temos na América do Norte e que é muito efetivo. Processamos mais de 300.000 veículos (nas oficinas de personalização nos EUA). E esperamos que esta oficina na América Latina também cresça muito rapidamente", declarou.

Embora Gorlier não tenha revelado os números de negócio da Mopar, que são integrados nas contas de resultados da FCA, esclareceu que a marca "é um negócio rentável". E com um grande potencial de crescimento. Ele reconheceu que, no ano passado, só a área de personalização de veículos da marca cresceu 20%.

"O mercado está evoluindo em termos das expectativas dos clientes. E há dois pilares nos quais somos muito sólidos. Em primeiro lugar, quando falamos de uma grande área de nosso negócio, que de fato cresceu 20% no ano passado, personalização, vemos que os clientes continuam querendo personalizar seus veículos", afirmou.

Em termos econômicos, este interesse dos proprietários de veículos das marcas da FCA (Chrysler, Jeep, Dodge, Ram, Fiat e Alfa Romeo) representa grandes números ao longo do ano.

Por exemplo, nos Estados Unidos, o comprador de um Dodge Challenger gasta em média US$ 1 mil adicionais em acessórios para seu veículo.

Mas Gorlier destaca que a importância da Mopar não se reduz às receitas geradas, mas pela lealdade que ganha dos proprietários, o que ele considera o "mais importante".

"Se você tem uma boa experiência de serviço, a lealdade aumenta. Mas os estudos também mostram que os proprietários que personalizam seus veículos serão mais leais à marca. E a personalização continua sendo uma das cinco razões principais pelas quais se escolhe um veículo", disse.

Por isso, apesar das previsões de um futuro com veículos elétricos, autônomos e com novos serviços, como o de propriedade compartilhada, Gorlier se mostra otimista quanto às perspectivas da Mopar.

"Nosso propósito é servir às pessoas, não servir nossos automóveis. Certamente, no final cuidamos dos veículos, mas o objetivo é cuidarmos das pessoas. Vemos muitas mudanças no setor, mas, no final do dia, dentro do veículo, seja elétrico ou autônomo, continuará a haver uma pessoa", concluiu.

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