Merkel proporá ao G20 que mulheres tenham "facilidades" de acesso ao crédito

Berlim, 25 abr (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, defenderá no G20 a necessidade de oferecer novas "facilidades financeiras" para o acesso das mulheres ao crédito, como fórmula para combater as atuais desigualdades de gênero no âmbito econômico.

Quase metade da população mundial é do sexo feminino, mas este percentual não está refletido no mundo empresarial nem trabalhista, argumentou Merkel em um painel de discussão compartilhado com a filha do presidente de Estados Unidos, Ivanka Trump, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

A Alemanha propõe, como forma de combater a desigualdade de gênero no mundo empresarial e trabalhista, impulsionar no G20 - o grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia (UE) - um novo sistema de "facilidades" para o acesso ao crédito, disse a chefe de governo alemã, para o qual espera contar com o apoio de países como Canadá, Estados Unidos e Holanda, acrescentou a chanceler.

Women 20 

Merkel lançou esta proposta na primeira jornada de sessões do Women 20 (W20), um fórum de discussão que reúne representantes dos países integrantes do G20, bem como organizações internacionais, em Berlim.

No evento, a chanceler alemã participou de um painel de discussão com Ivanka e Lagarde, e também com a rainha Máxima da Holanda e a ministra das Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland.

A Alemanha, que exerce a presidência temporária do G20, pretende incorporar esta proposta à temática que será debatida na cúpula de líderes do Grupo, que acontecerá nos dias 7 e 8 de julho em Hamburgo.

O tema central do W20 é o acesso da mulher ao mercado trabalhista e a recursos econômicos, seu papel como empresária e o desafio que representa a digitalização.

O W20 está formalmente organizado pelo Conselho de Mulheres Alemãs (DF, sigla em alemão), que reúne 50 organizações diferentes, e a Federação Alemã de Empresárias (VdU), lembrou a chanceler.

A reunião em Berlim acontece um mês depois da visita de Merkel a Washington, a primeira da chefe de governo alemã após a chegada de Trump à Casa Branca e o primeiro encontro bilateral entre os dois aliados transatlânticos.

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