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Mulheres economistas nos EUA denunciam discriminação de gênero no trabalho

18/03/2019 16h46

Washington, 18 mar (EFE).- Mais da metade das economistas dos Estados Unidos consideram que seu trabalho não foi levado tão a sério como o dos homens e que em algum momento foram desrespeitadas por seus colegas, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Associação Econômica Americana (AEA).

A pesquisa também revela que um amplo número de mulheres economistas reconheceu ter sofrido discriminação de gênero e, em alguns casos, assédio sexual.

"O número de pessoas que viveram um episódio de assédio ou discriminação é grande de maneira inaceitável. Isso confirma que há um problema significativo que precisa ser encarado com contundência", explicou a presidente da AEA, Janet Yellen, ex-chefe do Federal Reserve (Fed), o banco central americano).

Janet foi a primeira mulher à frente da instituição (de 2014 a 2018), que tem mais de um século de história.

O relatório ressalta que "a discriminação" inclui "tanto atos de abuso como formas mais sutis de marginalização".

Especificamente, as entreviwstadas indicaram que tinham sido tratadas injustamente no que se referia a salário, promoções e expectativas de ocupar cargos em vários comitês.

Por outro lado, 6% disseram ter sido vítimas de uma tentativa de assédio sexual e 12% que tinham sido tocadas de um modo que as fizeram se sentir incomodadas.

"É ruim para a economia. Parece que estamos dissuadindo pessoas talentosas de crescerem no ramo", afirmou no documento Ben Bernanke, antecessor de Janet no Fed.

A pesquisa consultou 45 mil economistas da AEA, a mais importante associação desta área no país. Deste total, 9 mil a responderam, e um terço era de mulheres. EFE