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Polícia detém 32 pessoas por distúrbios em greve sindical na Argentina

30/04/2019 16h58

Buenos Aires, 30 abr (EFE).- A polícia da Argentina prendeu nesta terça-feira em Buenos Aires 32 pessoas que protagonizaram distúrbios durante as manifestações por conta de uma greve geral convocada por sindicatos contra a política econômica do governo de Mauricio Macri, informaram à Agência Efe fontes oficiais.

Entre os detidos, 12 são acusados de andar armados e realizar "atos intimidatórios" contra motoristas de ônibus urbanos que não cumpriam com a greve.

Alguns dos detidos pelas agressões aos motoristas foram identificados como funcionários do mesmo setor, entre eles sindicalistas.

Os outros 20 são acusados de atos de vandalismo cometidos contra agências bancárias na capital, epicentro da mobilização central durante a jornada de greve.

Segundo as fontes, um grupo de pessoas usando máscaras e que estava misturado aos manifestantes que avançavam pela Avenida de Maio rumo à Praça de Maio, onde acontece o ato central, quebrou os vidros de uma agência bancária e avançou contra a fachada de outra.

Em outra avenida do centro de Buenos Aires, também ocorreram ataques contra a sede do banco JP Morgan - que divulga o índice de risco-país - com lançamento de pedras e pichações.

Além disso, policiais que escoltavam a manifestação interceptaram um grupo de pessoas que portava pedaços de madeira, pedras e garrafas, e o prendeu.

Um policial ficou ferido nesses incidentes com um corte na cabeça, e um motorista de ônibus foi atingido por estilhaços de vidro em um dos olhos.

A greve foi convocada por vários sindicatos argentinos - sem o apoio da principal central sindical - contra as políticas do governo de Mauricio Macri, após um ano de recessão econômica, com o peso argentino em constante desvalorização e aumento da inflação. Os efeitos da paralisação são sentidos principalmente nos setores de transporte e educação.

O ministro de Produção e Trabalho, Dante Sica, assinalou que "claramente" não há um "clima de greve" e ressaltou que "hoje o trabalhador está cuidando de sua fonte de trabalho" e não quer "perder o presentismo (bônus recebido por quem não tem faltas injustificadas)".

No entanto, pelo lado sindical, o secretário-geral da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA-Autônoma), Pablo Micheli, destacou que a adesão à greve é "bastante alta". EFE

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