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China lamenta decisão dos EUA e diz que deverá adotar "contramedidas"

10/05/2019 03h14

Pequim, 10 mai (EFE).- A China lamentou "profundamente" nesta sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de aumentar de 10% para 25% as tarifas aplicadas para as importações do gigante asiático no valor de US$ 200 bilhões e anunciou que terá que adotar "as contramedidas necessárias".

Em um comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio dos EUA, o Ministério do Comércio da China disse que as negociações comerciais com Washington "estão em desenvolvimento" e espera que ambas as partes "trabalhem juntas para resolver os problemas existentes por meio da cooperação e do diálogo".

A nota do Departamento de Comércio não diz mais nada, embora na quinta-feira seu porta-voz, Gao Feng, já tenha anunciado que a China tinha "a determinação e capacidade de defender seus interesses" e advertiu que tomaria as medidas necessárias caso se concretizasse o aumento das tarifas.

"Uma escalada nos atritos comerciais não beneficia nem os dois países nem o mundo", disse o ministério.

A entrada em vigor hoje do aumento de tarifas para mais de 5 mil produtos chineses, anunciado no último domingo por Trump, é um balde de água fria sobre as conversas mantidas deste ontem entre China e EUA em Washington, para tentar encerrar a guerra comercial.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, que chefia a delegação do país asiático, deixou a reunião ontem apenas uma hora e meia depois do início, informa o jornal "South China Morning Post", que foi interpretado como um sinal de que as negociações não estavam no caminho certo.

As conversas deviam prosseguir hoje, embora ainda não está claro que a delegação chinesa estará disposta a continuar nas condições atuais.

Na semana passada, outra rodada de negociações conduzidas pelos EUA foi realizada em Pequim pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que declarou que elas tinham sido "muito produtivas", então tudo parecia indicar que após a viagem a Washington da delegação chinesa, um acordo definitivo poderia ser assinado. EFE