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Paraguai muda membro de equipe que negocia Tratado de Itaipu com o Brasil

24/07/2019 21h44

Assunção, 24 jul (EFE).- O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, aceitou nesta quarta-feira a renúncia do presidente da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), Pedro Ferreira, e indicou para o posto o ex-ministro da Fazenda Alcides Jiménez.

A saída de Ferreira foi interpretada como uma decisão do próprio Abdo Benítez. O agora ex-presidente da estatal discordava do presidente e dos demais membros da equipe de negociação do Paraguai com o Brasil sobre o Tratado de Itaipu, que deve ser revisado até 2023.

Abdo Benítez divulgou a renúncia de Ferreira nas redes sociais e o agradeceu pelo trabalho no comando da Ande. Na mesma mensagem, o presidente anunciou a escolha de Alcides Jiménez como substituto para o posto.

Ferreira deixa a Ande após permanecer menos de um ano no cargo. A instituição precisa de investimentos para melhorar a infraestrutura de distribuição de energia no país, afetado por contínuos blecautes e cortes de luz.

A expectativa é que Jiménez prepare a estatal para as negociações com o Brasil visando a revisão do Tratado de Itaipu até 2023. O acordo estabelece as bases para a gestão da hidrelétrica compartilhada pelos dois países.

Jiménez foi ministro da Fazenda e de Obras Públicas e Comunicações durante o governo de Luis González Macchi, que governou o Paraguai entre 1999 e 2003. Além disso, foi diretor da Entidade Binacional de Yacyretá, hidrelétrica compartilhada com a Argentina.

Outros sinais que apontam que a mudança no comando da Ande foi motivada por divergências nas negociações sobre Itaipu é a forma escolhida para empossar Jiménez.

O novo presidente do órgão será confirmado oficialmente para o posto em um evento no Ministério das Relações Exteriores, que terá presença do embaixador do Paraguai no Brasil, Hugo Saguier.

Paraguai e Brasil devem revisar até 2023 o anexo C do Tratado de Itaipu, assinado em 1973, e que obriga o país vizinho a vender ao governo brasileiro a preço de custo 50% da energia gerada pela usina. EFE