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López Obrador pede que Banco do México explique o que faz com suas reservas

20/05/2021 18h44

Cidade do México, 20 mai (EFE).- O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador pediu nesta quinta-feira ao Banco do México para detalhar o que faz com suas reservas de US$ 190 bilhões, depois de a instituição ter descartado a entrega de remanescentes ao governo este ano.

"Devemos respeitar a autonomia do Banco do México, sem que isso signifique que são uma espécie de casta divina. Sim, há falta de informação para o povo sobre o que faz o Banco do México", disse o presidente mexicano na sua coletiva de imprensa matinal no Palácio Nacional.

López Obrador detalhou que o banco central mexicano tem reservas de US$ 190 bilhões e destacou que "seria importante saber quem gere estas reservas e quanto cobram pela sua gestão".

Nesse sentido, o governante mexicano sugeriu que os consultores do banco central "poderiam destinar parte do remanescente para ajudar a comprar vacinas", embora tenha ressaltado que o governo não precisa desse dinheiro.

"Felizmente temos finanças públicas saudáveis e não precisamos do Banco do México e não lhes pediremos que nos dêem as reservas, se por acaso nos informarem como gerem esses fundos", completou.

O presidente mexicano disse ainda que os conselheiros do banco central não "olham favoravelmente" para seu governo e comentou que o governador da instituição, Alejandro Díaz de León, é "muito próximo" de José Antonio Meade e Luis Videgaray, ambos secretários das Finanças durante o governo de Enrique Peña Nieto (2012-2018).

Ainda assim, garantiu que respeita a direcção do Banco do México e continuará a respeitar a autonomia da instituição "porque convém ao país".

López Obrador mantém uma cruzada contra organismos autônomos que o governo não controla, como o Instituto Nacional Eleitoral (INE), embora sempre tenha deixado de fora o Banco do México, uma vez que defende sua autonomia.

No entanto, na quarta-feira criticou o banco central porque este tinha "lucros" mas "não havia remanescentes", os recursos que são entregues anualmente ao governo federal.

"Teriam de explicar, em termos respeitosos e fraternais, porque é que em outros períodos de seis anos houve remanescentes e agora não há", ressaltou.