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Grupos IMC e Sapore unem suas operações

Mônica Scaramuzzo

São Paulo

16/06/2018 07h52

A International Meal Company (IMC), dona das redes Frango Assado e Viena, e a Sapore, uma das maiores fornecedoras de alimentação para empresas do país, vão unir suas operações. O acordo foi concluído na noite de ontem. Na fusão, a Sapore será incorporada pela IMC e ficará com 35% do negócio.

As negociações começaram em janeiro e ganharam força nos últimos dias, disse Elezir da Silva Junior, diretor Financeiro da Sapore.

A união entre as duas empresas do ramo de alimentação criará uma companhia com faturamento líquido de R$ 3,3 bilhões, com base nas receitas da IMC e da Sapore, somadas, em 2017.

A operação será submetida à aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A expectativa é de que a IMC faça, nos próximos 90 a 120 dias, uma oferta pública de ações (OPA) para a venda de 25% de seu capital, com o preço dos papéis a R$ 9,30. Com isso, o empresário Daniel Mendez, fundador da Sapore, aumentará sua fatia no negócio para 41,79%, firmando-se como o maior acionista individual.

Newton Maia, presidente da IMC, vai continuar no cargo após a unificação das duas companhias. Ontem, os papéis da empresa fecharam cotados a R$ 8,35. Além do Brasil, a IMC tem atuação nos EUA, Colômbia, México e países do Caribe.

A Sapore estava em busca de alternativas para crescer dentro e fora do país. Originalmente, a companhia de Daniel Mendez queria ser a controladora do novo negócio. No entanto, encontrou resistência da IMC, e as negociações esfriaram.

A Sapore foi assessorada no acordo pela Riza Capital, e a IMC, pelo Itaú BBA.

Estratégia

Com a união das duas empresas, o fundo americano Advent, que já chegou a ser o controlador da IMC, deverá diluir sua participação. A gestora tem 10% de fatia da companhia.

O Advent está redefinindo suas investimentos no Brasil. No início de junho, comprou 80% das operações do Walmart no Brasil e deverá promover uma ampla reestruturação na varejista, que ampliará seu foco no formato atacarejo. Em 2017, vendeu importantes negócios, como o terminal portuário TCP e uma participação no laboratório Fleury. Procurado, o fundo não comentou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.