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BNDES aprova R$ 62,9 mi para geração de energia à CPFL Paulista

Fátima Laranjeira

São Paulo

02/10/2018 14h23

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 62,9 milhões para a ampliação da capacidade de cogeração de energia elétrica da Pitangueiras Açúcar e Álcool, usina localizada no município de Pitangueiras (SP), a 60 km de Ribeirão Preto. Segundo o banco, o objetivo é otimizar a capacidade industrial do empreendimento e maximizar o potencial de geração de energia a partir do bagaço de cana produzida. O projeto contempla também a interligação de sua subestação à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

Com investimento total de R$ 78,6 milhões, o projeto envolve aquisição de maquinário de cogeração, construção de uma subestação elevatória interligada ao sistema em Morro Agudo, implantação de 7 km de linha de transmissão, e obras civis.

Conforme o BNDES, atualmente a usina de cana já produz energia suficiente para sua operação e conta com um excedente de 90 mil MWh que é negociado no mercado livre. "Após a conclusão do projeto, que tem período de implantação de dois anos, a capacidade de geração por hora será ampliada para 70 MW, uma expansão de 180%. Já o potencial de exportação de energia aumentará 133%, chegando a 210 mil MWh em cada ano safra, montante capaz de suprir 44 mil residências anualmente", diz o banco. Considerando apenas o investimento no empreendimento, a energia gerada é suficiente para atender 25 mil domicílios por ano.

O aumento representará uma oportunidade de incremento de receita para a empresa, que saiu vencedora do leilão de energia A6-2017. Pelas regras da disputa, a partir de 2023 terá a garantia de exportação de parte de sua energia gerada para o mercado regulado do Sistema Interligado Nacional (SIN). Até lá continuará a fornecer para o mercado livre - ambiente por meio do qual grandes consumidores podem negociar o valor da energia adquirida com os fornecedores, o que não é possível no mercado cativo, onde as tarifas são as estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com o BNDES, atualmente a biomassa representa 9% da potência outorgada pela Aneel na matriz elétrica do Brasil, abaixo da hidráulica (66%) e fóssil (17%). Considerando a energia gerada a partir da biomassa, o setor sucroenergético responde por 77% do total produzido e florestas representam 21%.

"O financiamento a empreendimentos de cogeração energética a partir do bagaço da cana-de açúcar está em linha com as expectativas positivas de crescimento da demanda por fontes de energias renováveis no Brasil e no mundo", destaca a instituição.