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Deflação ao consumidor foi menos intensa para mais pobres em novembro, diz Ipea

Vinicius Neder

Rio

11/12/2018 13h32

A deflação nos preços ao consumidor, captada nos indicadores de novembro, foi mais forte para as pessoas de faixa de renda mais elevadas. Conforme o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente ao mês passado, houve deflação para todos os segmentos pesquisados. No entanto, esse alívio foi menos intenso entre as famílias classificadas na faixa "renda muito baixa" (-0,17%), quando na perfil "renda alta", o indicador recuou 0,23%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na sexta-feira, 7, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro teve queda de 0,21%.

Segundo os pesquisadores do Ipea, a deflação foi menor para as pessoas mais pobres por causa da dinâmica de preços de alimentos.

"A alta de 0,39% do grupo 'alimentos e bebidas' provocou um aumento inflacionário maior para as pessoas de renda mais baixa, por conta do peso desses itens na cesta de consumo da população mais pobre", diz a nota divulgada pelo Ipea.

Além dos alimentos, os reajustes de 0,5% do gás de botijão e de 0,4% dos aluguéis também contribuíram para limitar a deflação das classes mais baixas, informou o Ipea. No desagregado, a deflação do IPCA foi puxada da queda de preços na conta de luz e nos produtos de higiene pessoal.

"As famílias de renda mais alta, por sua vez, registraram uma deflação maior principalmente devido à retração do preço da gasolina (-3,1%). No cômputo geral, essas famílias de maior poder aquisitivo sofreram menos com os preços, embora também tenham se beneficiado menos do recuo das tarifas de energia elétrica", diz a nota do Ipea.