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Chefe de estudos da Receita vê 'sinais de melhora' na arrecadação de julho

Claudemir Malaquias demonstrou otimismo: "Arrecadação é muito concentrada nos últimos dias" - Getty Images
Claudemir Malaquias demonstrou otimismo: "Arrecadação é muito concentrada nos últimos dias" Imagem: Getty Images

Idiana Tomazelli

Brasília

23/07/2020 17h00

As primeiras informações da arrecadação em julho sinalizam para uma melhora da economia, disse hoje o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Segundo ele, a trajetória de recuperação deve seguir nos meses seguintes.

"Estamos otimistas com primeiros números de julho, mas a arrecadação é muito concentrada nos últimos dias, temos de aguardar fim do mês", afirmou.

Malaquias disse ainda que o governo acredita que poderá recuperar até o fim do ano os tributos cujo recolhimento foi adiado para dar fôlego às empresas no momento mais crítico da crise provocada pela covid-19.

A Receita Federal estima um impacto acumulado de R$ 81,3 bilhões devido ao adiamento na cobrança de tributos. Até agora, o governo concedeu o diferimento em PIS/Cofins, contribuição previdenciária, IRPJ, CSLL e PIS/Cofins para empresas do Simples Nacional. Também houve prorrogação de prazos para pagamento de parcelamentos de tributos realizados no passado.

Segundo o técnico, não há perspectiva de extensão dessas medidas de alívio. "Todas as áreas do governo estão atentas e preocupadas com o desempenho da atividade econômica e procurando ir na direção das necessidades das empresas, mas, por enquanto, estudos nesse sentido não estão sendo realizados", disse.

O subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), Erik Figueiredo, disse que alguns indicadores de consumo de energia e vendas em cartão de crédito já mostram que a recuperação, iniciada no fim de maio, "vem ganhando tração". Apesar disso, ele comentou que o timing da retomada depende do processo de reabertura dos estabelecimentos e que isso está sendo feito de forma autônoma pelos Estados.

"A economia está retomando. Mas isso também depende muito do timing dos Estados", afirmou.