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Doria: saída de investidores ocorre por questões ambientais e negacionismo

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)  - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Pedro Caramuru e Gustavo Porto, com colaboração de Daniel Weterman

Estadão Conteúdo

23/09/2020 14h00

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a saída de investidores do Brasil acontece por conta das "questões ambientais e do negacionismo". Segundo mostrou o Estadão/Broadcast na última semana, desde 2015, participação dos estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%. "Parte da queda desses investimentos é a falta de cuidado e de atenção com as questões ambientais e infelizmente também com as questões relativas à saúde e à proteção de uma nação contra a covid-19", disse o governador.

"O vírus não foi embora, não tirou férias e nunca foi um resfriadozinho. Como nunca foram também caboclos e índios os responsáveis pelo desastre ambiental que estamos vendo na Amazônia brasileira", afirmou.

Doria não citou nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, que tem recebido críticas após discurso de ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas. No discurso, Bolsonaro afirmou que os incêndios no Pantanal e na Amazônia são causados por "caboclos e índios" e usados em uma "brutal campanha de desinformação" com o objetivo de atacar o governo. No Senado, o pronunciamento foi alvo de críticas tanto da bancada ruralista quanto ambientalista em união inédita.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Doria afirmou que "nenhum dirigente público convencerá jornalistas, meios de comunicação e a opinião pública com falácias, sofismas, desinformação, negacionismo, fake news ou mentiras".