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Cenário atual já não prescreve grau de estímulo extraordinário, diz BC no RTI

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe

Brasília

25/03/2021 08h38

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado na manhã desta quinta-feira, 25, pelo Banco Central, manteve as indicações trazidas no comunicado da semana passada, quando o Copom elevou e a Selic (a taxa básica da economia) em 0,75 ponto porcentual, para 2,75% ao ano.

Entre elas, a avaliação de que o cenário atual já não prescreve um grau de estímulo extraordinário. "O PIB encerrou 2020 com crescimento forte na margem, recuperando a maior parte da queda observada no primeiro semestre, e as expectativas de inflação passaram a se situar acima da meta no horizonte relevante de política monetária. Adicionalmente, houve elevação das projeções de inflação para níveis próximos ao limite superior da meta em 2021", repete o documento.

Como já constou no comunicado e na ata da reunião, o BC repete no RTI que o Copom decidiu iniciar um processo de normalização parcial, reduzindo o grau extraordinário do estímulo monetário. Na avaliação do colegiado, uma estratégia de ajuste mais célere do grau de estímulo tem como benefício reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, assim como manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos. O RTI reitera que essa estratégia é compatível com o cumprimento da meta em 2022, mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.

Para a próxima reunião, nos dias 4 e 5 de maio o Copom já adiantou que pretende elevar a Selic novamente em 0,75 p.p., para 3,50% ao ano - a menos que ocorra uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos.

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