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Mais do que nunca transferência de ativos ao privado será necessária, diz Freitas

Tarcisio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura - Marcos Corrêa/PR
Tarcisio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura Imagem: Marcos Corrêa/PR

Amanda Pupo

Brasília

27/04/2021 14h11

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, avaliou nesta terça-feira, 27, que "mais do que nunca" a transferência de ativos públicos à iniciativa privada será necessária. Ele citou o contexto de necessidade de controle de gastos e disciplina fiscal depois de o País ter tido altas despesas geradas pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

"Mais do que nunca essa transferência será necessária. Um, pelo caminho que tivemos que fazer na pandemia, que onerou a questão fiscal", citou o ministro, segundo quem o País mantém o compromisso com a solvência. "O compromisso com os pilares fiscais é fundamental", disse o ministro.

Freitas voltou a dizer que os projetos que estão indo a leilão vão ser importantes geradores de emprego nos próximos anos, uma alavanca importante para a retomada econômica, disse o ministro. A pasta pretende finalizar o ano de 2022 com cerca de R$ 260 bilhões de investimentos contratados com a iniciativa privada.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), após os vetos no Orçamento de 2021, os valores disponíveis para o Ministério da Infraestrutura injetar em empreendimentos públicos foram reduzidos a quase metade em relação ao que foi gasto no ano passado. Com isso, a pasta tem destacado a necessidade de dar ainda mais força a parcerias com o privado.

Lei das Ferrovias

O ministro da Infraestrutura também destacou os investimentos bilionários que serão destravados com a aprovação, pelo Congresso, do novo marco legal das ferrovias. Como mostrou reportagem do Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), uma vez chancelada pelos parlamentares, a lei tem potencial de deslanchar ao menos quatro novos traçados e R$ 25 bilhões em investimentos.

Na avaliação de Tarcísio, a tramitação do texto no Senado está na "reta final". Para ele, o novo marco legal do setor deve ter uma tramitação rápida na Câmara dos Deputados - para onde o texto vai seguir após o aval dos senadores.

"O relatório (no Senado) passa por ajustes, estamos participando ativamente. Há uma disposição dos setores em votar. Na Câmara também, incluindo deputados já pensando na relatoria", disse o ministro. "O marco das ferrovias vai ser um passo importante para termos mais ferrovias no Brasil. Várias empresas nos procuraram, têm planos de negócio bastante agressivos. Com a aprovação do texto, em pouco tempo teria pactuado com a iniciativa privada uma avalanche que vai superar rapidamente os R$ 20 bilhões", comentou Freitas.

Como mostrou o Broadcast Político, entre os projetos de novas ferrovias já avançados, aguardando o aval do Congresso, está o traçado que pretende ligar a cidade mineira de Sete Lagoas ao litoral do Espírito Santo, em São Mateus, onde a Petrocity Portos vai operar um terminal portuário.

No Nordeste, a Grão Pará Multimodal (GPM) tem nos seus planos construir a Estrada de Ferro do Maranhão. Somente os dois projetos somam R$ 12,7 bilhões em investimentos.