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Cedae: Bloco na Zona Oeste do Rio, em área de milícias, fica sem oferta

Vista do prédio da Cedae, no Rio de Janeiro - Mauro Pimentel/AFP
Vista do prédio da Cedae, no Rio de Janeiro Imagem: Mauro Pimentel/AFP

Denise Luna e Luisa Laval

Rio

30/04/2021 18h31

O diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fábio Abrahão, avaliou que a falta de interesse na concessão do Bloco 3 da Cedae, cuja parte dos serviços foi privatizada nesta sexta-feira, 30, pode se dever ao fato de a concessão do esgoto já ter sido feita, e apenas a distribuição de água estava em jogo.

De acordo com Abrahão, o bloco será relicitado e provavelmente outros municípios devem aderir ao projeto, agora que o primeiro leilão foi um sucesso. "Mais prefeitos devem aderir agora que já viram como funciona", disse o executivo. Dos 64 municípios fluminenses, apenas 34 aderiram ao projeto modelado pelo BNDES.

O Bloco 3 abrangia a zona oeste, região com grande presença da milícia e, portanto, uma zona muito violenta.

Perguntado se a milícia poderia ter sido um dos motivos para a oferta "dar vazia", o representante do governo do Rio de Janeiro na coletiva de imprensa, secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, preferiu não comentar, e afirmou que a proposta que existia foi retirada, do consórcio Aegea, porque o consórcio já havia adquirido dois Blocos 1 e 4.