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Agência de risco eleva previsão para o PIB do Brasil em 2021, de 3,3% a 5%

Para 2022, no entanto, a Fitch cortou a estimativa para expansão da atividade, de 2,5% a 2% - Getty Images/iStockphoto
Para 2022, no entanto, a Fitch cortou a estimativa para expansão da atividade, de 2,5% a 2% Imagem: Getty Images/iStockphoto

André Marinho

Em São Paulo

15/06/2021 15h38Atualizada em 15/06/2021 17h51

A Fitch Ratings elevou a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2021, de 3,3% a 5%, após o desempenho do primeiro trimestre surpreender positivamente.

Para 2022, no entanto, a agência cortou a estimativa para expansão da atividade, de 2,5% a 2%. Já em 2023, a expectativa é de avanço de 2,4%.

Em relatório divulgado hoje, a instituição explicou que a economia brasileira se mostrou "resiliente" à redução das políticas de estímulos e à segunda onda de casos de coronavírus.

A maior economia da América Latina também tem se beneficiado da escalada dos preços das commodities e de uma política monetária "acomodatícia", na visão da Fitch.

Segundo a análise, o crescimento econômico deve desacelerar a partir do ano que vem, diante do aperto das medidas macroeconômicos, sobretudo do ponto de vista monetário, e da redução de investimentos em meio à polarizada campanha eleitoral de 2022.

"Retrocessos na gestão da pandemia, incluindo atrasos na vacinação, também pode pesar no desempenho econômico em 2021-2022", alerta.

A Fitch avalia ainda que a inflação ao consumidor deve romper a meta do Banco Central e se elevar 5,5% este ano, antes de desacelerar a 3,7% em 2022 e 3,3% em 2023.

Os gastos com consumo subirão 3,4% em 2021, 2,4% em 2022 e 2,5% em 2023, pelas previsões da agência.

Para o câmbio, a previsão é de que o dólar termine este ano e o próximo em RS$ 5,30 e caia a RS$ 5,20 em 2023. Já a taxa Selic subirá a 6% até o fim de 2021 e a 6,50% em 2023, no entendimento da Fitch.