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'Preferiam que eu rompesse o teto?', diz Guedes sobre parcelamento de precatórios

Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante conversa com a imprensa, na sede do Ministério da Economia - Edu Andrade/Ministério da Economia
Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante conversa com a imprensa, na sede do Ministério da Economia Imagem: Edu Andrade/Ministério da Economia

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues

Do Estadão Conteúdo, em Brasília

13/08/2021 17h16Atualizada em 13/08/2021 19h05

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender hoje que o parcelamento do pagamento de precatórios de maior valor é a única forma de conseguir executar o Orçamento a partir do próximo ano. Ele ainda rebateu as críticas de outros economistas - inclusive ex-ministros - sobre a proposta.

"Preferiam que eu rompesse o teto? Se eu tivesse dito que ia pagar os R$ 90 bilhões de precatórios em 2022, iam dizer que não há compromisso fiscal. A PEC dos Precatórios foi feita para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)", argumentou o ministro da Economia, em entrevista à Jovem Pan gravada na quinta-feira e veiculada nesta hoje.

Guedes alertou que o ritmo de crescimento dos precatórios é "assustador". "No próximo ano poderia ser R$ 150 bilhões, no outro R$ 230 bilhões. Vale mais a pena entrar na indústria de precatórios do que tocar outra atividade. É o negócio que mais cresce no Brasil", criticou.

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