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Infraestrutura prevê leilão de 50 ativos, com mais R$ 165,5 bi em investimentos

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas - Ricardo Botelho/MInfra
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas Imagem: Ricardo Botelho/MInfra

Amanda Pupo

Em Brasília

20/12/2021 11h30Atualizada em 20/12/2021 16h52

O Ministério da Infraestrutura prevê para o último ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL) o leilão de 50 ativos, com previsão de mais R$ 165,5 bilhões em investimentos. O número ultrapassa o total de investimentos contratados em concessões feitas pela pasta entre 2019 e 2021, que ficaram em R$ 89 bilhões — R$ 37,6 bilhões contratados neste ano, com 39 certames.

Os números foram divulgados em balanço nesta segunda-feira, 20, em evento com a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Entre os ativos que a pasta prevê leiloar em 2022 estão os 16 aeroportos da 7ª e última rodada de concessões aeroportuárias, mais dois terminais que serão relicitados (Viracopos-SP e São Gonçalo do Amarante-RN). Nesse setor, a previsão é de movimentar R$ 13,4 bilhões em investimentos.

No setor de rodovias, o ministério quer realizar 14 concessões, que envolvem 8,8 mil quilômetros de estrada e R$ 81,6 bilhões em investimentos. Entre os projetos estão a BR-381/262 (MG/ES), a BR-116/493 (Rio-Valadares), os seis lotes de rodovias no Paraná, a BR-040/495/MG/RJ, entre outras.

Para a área de ferrovias, a pasta prevê contratar R$ 55,79 bilhões em investimentos, a partir de duas renovações de contratos (FCA e MRS), e da concessão da Ferrogrão.

No caso da última, no entanto, o governo ainda não tem garantias de que o projeto sairá no papel, já que o processo está parado em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a pasta recentemente contratou estudos para fazer um "refinamento" do traçado e capex previsto para a Ferrogrão.

No setor de portos, a pasta vai promover duas grandes desestatizações: da Companhia Docas do Espírito Santos (Codesa) e do Porto Organizado de Santos. Também estão previstas as concessões dos portos de São Sebastião (SP), de Itajaí (SC) e do Canal de Paranaguá (PR), além do arrendamento de 24 terminais. No total, o ministério espera contratar R$ 14,63 bilhões com os projetos.

Acumulado

Ainda segundo a pasta, entre 2019 e 2021, 79 ativos foram leiloados ou tiveram a concessão prorrogada, o que garantiu R$ 89 bilhões em investimentos e R$ 19,58 bilhões em outorgas. Os projetos prometem a geração de 1,2 milhão de empregos.

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