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Vale prevê pico de despesas com eliminação de barragens entre 2024 e 2025

Muro construído pela mineradora Vale para barrar rejeitos da barragem B3/B4 retém água das chuvas, acusam moradores da região de Macacos, em Nova Lima (MG) - Reprodução
Muro construído pela mineradora Vale para barrar rejeitos da barragem B3/B4 retém água das chuvas, acusam moradores da região de Macacos, em Nova Lima (MG) Imagem: Reprodução

Bruno Villas Bôas

No Rio

25/03/2022 13h41Atualizada em 25/03/2022 14h32

A Vale informou nesta sexta-feira, 25, em apresentação publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o pico de despesas com seus programas de descaracterização de barragens vai ocorrer em 2024 e 2025, quando os desembolsos serão de US$ 500 milhões em cada ano. A Vale tem US$ 3,5 bilhões de provisões no balanço para eliminação das estruturas.

De acordo com a apresentação, as saídas de caixa para o programa vão somar US$ 400 milhões neste ano. A mineradora espera descaracterizar cinco barragens a montante em 2022, chegando ao total de 12 estruturas eliminadas desde 2019 - sendo quatro em Minas Gerais e três no Pará. No ano que vem, as despesas devem somar novamente US$ 400 milhões.

O programa de descaracterização de barragens da Vale indica que 90% das estruturas serão eliminadas até 2029 e 100% até 2035.

As estruturas com maior prazo são aquelas de maior risco, mais complexas e que envolvem um volume de rejeitos maior.

A apresentação mostra ainda que a Vale reduziu o número de barragens com algum nível de emergência declarada. Em dezembro do ano passado, eram 31 estruturas nessa situação.

Em março deste ano, o número foi reduzido para 29. Isso foi possível com a mudança da classificação das barragens de Forquilha IV, em Ouro Preto (MG), e Marés I, em Congonhas (MG).