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Greve do BC continua e pode afetar próxima reunião do Copom, diz sindicato

Servidores do BC pedem a reestruturação da carreira junto com a recomposição salarial do período do atual governo - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Servidores do BC pedem a reestruturação da carreira junto com a recomposição salarial do período do atual governo Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Thaís Barcellos

Estadão Conteúdo, Brasília

31/05/2022 11h57

O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, informou no fim da manhã de hoje que a categoria decidiu em assembleia geral nacional, com mais de 85% dos votos válidos, pela continuidade da greve no Banco Central. Uma reavaliação do movimento ocorrerá somente no dia 7 de junho, segundo a entidade.

Em nota enviada à imprensa, o Sinal diz que a continuidade da paralisação pode afetar os preparativos da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 14 e 15 de junho.

"Mas serviços como o Pix serão preservados", destaca o documento. "A mobilização continua como única forma de intensificar a pressão sobre a Diretoria do BC e as demais instâncias do governo federal para que se reabram as negociações com a categoria", afirma o sindicato.

O movimento pede a reestruturação da carreira junto com a recomposição salarial do período do atual governo. Os servidores do BC reivindicam 27% de reajuste.

A greve foi iniciada no dia 1º de abril, com uma trégua entre 20 de abril e 2 de maio.

A tendência é o governo optar pelo reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo.