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Haddad recebe empresas de apostas após anunciar intenção de taxar setor

28.fev.2023 - Ministro Fernando Haddad durante entrevista coletiva hoje - 28.fev.2023 - ADRIANO MACHADO/REUTERS
28.fev.2023 - Ministro Fernando Haddad durante entrevista coletiva hoje Imagem: 28.fev.2023 - ADRIANO MACHADO/REUTERS

Eduardo Rodrigues

Brasília

14/03/2023 10h31Atualizada em 14/03/2023 10h54

Após anunciar a intenção de taxar jogos e apostas online, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião nesta terça-feira, 14, com executivos das empresas que atuam no ramo, além de administradores de loterias. O encontro, agendado para o horário das 17 horas, terá representantes da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Betano, Conta Zap e Zap Bets, BetNacional, GaleraBet, Vai de Bet e F12 Bet.

No começo de março, Haddad adiantou que o aumento da isenção do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) será compensado pela tributação das apostas online. "Vamos compensar a pequena perda de arrecadação com a tabela do IR com a tributação sobre esses jogos eletrônicos que não pagam nenhum imposto e levam uma fortuna de dinheiro do País. Jogo no mundo inteiro é tributado e no Brasil não é", afirmou o ministro, na ocasião.

As estimativas sobre o potencial de arrecadação da medida variam entre R$ 2 bilhões e R$ 6 bilhões por ano. "O modelo está pronto, mas precisamos de uma estimativa mais precisa. Mas é coisa da ordem de bilhões de reais, não muitos, mas alguns", acrescentou Haddad, no começo do mês.

Como mostraram o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e o jornal O Estado de S. Paulo, sem regulamentação para operar em solo nacional, essas empresas têm sede no exterior, mas movimentam bilhões dos apostadores nacionais.

As estimativas são de que o dinheiro que passa por essas companhias chegue a R$ 12 bilhões este ano, pelas contas de Magno José, presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal e fundador do site BNL Data.

Em 2018, no governo de Michel Temer, essas apostas foram legalizadas no País, mas se estabeleceu um prazo máximo de quatro anos para que fossem regulamentadas pelo Ministério da Fazenda. Esse prazo venceu em dezembro passado e, como isso não ocorreu, elas operam hoje em uma espécie de limbo regulatório.