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Focus: Selic no fim de 2023 cai de 12,50% para 12,25% e no fim de 2024 cede de 10,00% a 9,50%

Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne de novo nesta semana, com anúncio da decisão sobre a taxa básica de juros na quarta-feira (21). - Getty Images/iStockphoto
Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne de novo nesta semana, com anúncio da decisão sobre a taxa básica de juros na quarta-feira (21). Imagem: Getty Images/iStockphoto

Thaís Barcellos

Em Brasília

19/06/2023 08h54

Na semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a expectativa para a taxa básica de juros no fim deste ano caiu no Boletim Focus após oito semanas de estabilidade, em meio à melhora do cenário inflacionário.

A mediana para os juros básicos no fim de 2023 baixou de 12,50% para 12,25% ao ano. Para o término de 2024, a expectativa também caiu, de 10,00% para 9,50% após 17 semanas de manutenção. Há um mês, as estimativas eram de 12,50% e 10,00%, nessa ordem.

Considerando apenas as 97 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para o fim de 2023 também cedeu de 12,50% para 12,25%. Para o fim de 2024, a queda foi de 9,75% para 9,50%, com 95 atualizações na última semana.

Em maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano pela sexta reunião seguida. O colegiado se reúne de novo nesta semana, com anúncio da decisão na quarta-feira (21). As estimativas de Selic da Focus são usadas no cenário de referência de inflação do colegiado.

Na terceira reunião do Copom no novo governo Lula, o comitê afirmou que a apresentação do arcabouço fiscal reduziu parte da incerteza, mas que a conjuntura é marcada por um processo de desinflação que tende a ser lento em meio às expectativas de inflação desancoradas. Segundo o colegiado, esse contexto demanda maior atenção na condução da política monetária.

O BC ainda repetiu que vai continuar vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa Selic por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação à meta. Mas acrescentou que o cenário de retomada da alta de juros é menos provável, embora garanta que não hesitará em tomar esse caminho caso o processo de desinflação não ocorra como o esperado.

Em entrevista recente à Globonews, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, reconheceu que o cenário está melhor, considerando números mais favoráveis da inflação corrente e sinais positivos à frente. Também destacou a queda na curva de juros longos com a aprovação do arcabouço fiscal na Câmara, mas ponderou que é preciso ver o efeito nas expectativas.

Na Focus, a projeção para a Selic no fim de 2025 continuou em 9,00%, mesma mediana de quatro semanas atrás. O boletim ainda trouxe a projeção para a Selic no fim de 2026, que se manteve em 8,75%, repetindo o porcentual de um mês antes.