PMI Industrial do Brasil sobe para 52,8 em janeiro e tem nível mais alto em 18 meses

O índice dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade industrial do Brasil subiu para 52,8 pontos em janeiro, ante 48,4 pontos em dezembro, segundo dados divulgados pela S&P Global nesta quinta-feira, 1º de fevereiro. O resultado é o mais alto para o indicador nos últimos 18 meses. Leituras acima dos 50 pontos sugerem expansão da atividade.

O movimento de alta no indicador partiu de aumentos observados no volume de novos pedidos, com as empresas elevando os volumes de produção ao maior nível desde meados de 2022, aponta a S&P.

"A demanda subjacente por produtos brasileiros se recuperou em janeiro, com os pedidos às fábricas se expandindo pelo ritmo mais rápido em mais de um ano e meio, apesar do enfraquecimento persistente nos negócios de exportação. Como resultado, os volumes de produção aumentaram pela primeira vez em cinco meses", avalia, em nota, a diretora associada de economia da S&P, Pollyana Lima.

Ela destaca, em contrapartida, que permaneceu a evidência de um "excedente de capacidade" entre os produtores brasileiros de bens, uma vez que os volumes de negócios pendentes caíram ainda mais. "Está claro que os esforços contínuos de recrutamento das empresas ajudaram a manter os pedidos em atraso sob controle", avalia.

Pollyana Lima ainda cita que as tensões recentes no Mar Vermelho surgiram como um obstáculo à capacidade dos fabricantes de obter insumos. "Apesar disso, pelo menos por enquanto, as restrições de suprimento impactaram apenas os estoques das empresas, uma vez que as pressões sobre os custos recuaram para um dos níveis mais fracos em mais de nove anos", diz.

A percepção dos fabricantes para o cenário do próximo ano ficou, em média, "otimista", de acordo com a S&P, que destaca que o nível geral de sentimento positivo na pesquisa melhorou e atingiu o maior nível em 37 meses. O movimento, segundo a S&P, reflete os efeitos do lançamento de novos produtos e investimentos, a redução das pressões sobre os preços e a queda nas taxas de juro.

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