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Avanço da pesquisa agrícola depende de parcerias-público-privadas

O avanço dos investimentos em pesquisa agropecuária passa daqui em diante pela combinação cada vez mais acentuada de esforços entre o setor público e a iniciativa privada. Foi o que afirmou Ladislau Martin Neto, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em evento do agronegócio, que se encerrou nesta quarta-feira (26), em São Paulo (SP).

Segundo Neto, o percentual de investimento em pesquisa no Brasil – considerando todos os segmentos - é de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que nos Estados Unidos a taxa se situa na casa de 3,5%, na União Europeia em torno de 2%, e na Coreia do Sul chega a 3%. De acordo com o diretor da Embrapa, mesmo com maior participação do investimento público em pesquisa, o volume médio de recursos aplicados pelo setor privado em Ciência e inovação nos países desenvolvidos gira atualmente em torno de 70%. "Apenas 30% é dinheiro público", disse Neto, acrescentando que o Brasil – ainda que tardiamente – caminha nesta direção.

Na avaliação do diretor da Embrapa, parcerias-público-privadas na área de Pesquisa & Desenvolvimento em Ciências Agrárias serão cada vez mais fundamentais para que o Brasil se mantenha atualizado no tocante à inovação e tecnologia para o campo. "Caso contrário, ficaremos obsoletos rapidamente."

Entretanto, Neto ressalvou que é importante que as instituições públicas– que mantêm parcerias com o setor privado – tenham autonomia para definir os rumos da pesquisa - e não o contrário. Como exemplo, citou aliança que a Embrapa formalizou com a multinacional de telecomunicações Qualcomm para o desenvolvimento de soluções na área de agricultura de precisão baseada em tecnologia da informação. O diretor da Embrapa enfatizou, ainda, que automação de processos e modelos agrossocioambientais avançam no dia a dia do campo, tendo os sistemas integrados de produção como os carros-chefes desta nova onda tecnológica.

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