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Após eleição de Trump, vale a pena abrir um negócio nos EUA? Veja opinião de especialistas

SÃO PAULO – A eleição de Donald Trump foi uma surpresa para grande parte dos brasileiros que esperavam que a candidata democrata Hillary Clinton, lider nas pesquisas, assumisse a presidência americana. Entre todas as dúvidas que surgiram sobre o que vai mudar para o Brasil com a vitória do republicano, vale lembrar do mundo dos negócios.

O professor da FGV Linneu Albuquerque Mello, entende que o empresário não precisa se preocupar e mantém uma visão positiva. "As instituições e leis americanas estão bem estabelecidas e mudá-las não será fácil", afirmou. Segundo ele, o empresário bilionário usou de um "discurso inexequível". "Ele é radical, mas seria um retrocesso ele impedir a abertura de negócios nos EUA. O país precisa gerar emprego, e com mais empresas por lá a produção aumenta bem como o trabalho. Não faz sentido ele dificultar o processo", afirma. 

Leonardo Freitas, especialista em expatriação e sócio fundador da Hayman-Woodward, também  acha que é um bom momento para abrir um negócio ou expandir as operações para os EUA. "O dólar deve oscilar em favor do real, que vai ter uma retomada de credibilidade no mercado. A mudança de governo nos dois países, apesar de controvérsias, pode ser boa para os negócios. O Trump não parece repudiar o estrangeiro legalizado que vai abrir um negócio nos EUA. Esse mercado movimenta muito dinheiro na economia americana, não tem porque impedi-lo de acontecer".

Luiz Pacheco, gestor da consultoria Inva Capital, concorda com Freitas e diz que por enquanto não é preciso se preocupar com uma eventual mudança que possa acontecer. No entanto, ele pondera que "ao invés de arriscar investir em um negócio com a entrada de Trump, o ideal é esperar ele assumir e aguardar cerca de 100 dias de seu governo para tentar compreender como ele vai reagir em relação ao mundo dos negócios". 

Tanto Freitas como Pacheco concordam que a relação entre Brasil e EUA no mundo dos negócios não deve ser uma preocupação para o empresário brasileiro, por enquanto. "Ele não pode mudar nada drasticamente do dia para a noite, tudo exige tempo. Se ele assumir uma postura muito radical o sistema político americano pode virar um caos. Mas não sabemos como vai ser", comenta Freitas.

Para o especialista em expatriação, é interessante  montar o negócio e legalizar as documentações da sua empresa até setembro de 2017, mês em que os vistos e documentações fiscais dos imigrantes são avaliados anualmente. 

Já Mello explica que se o empresário brasileiro que abrir uma empresa nos EUA que seja atrativa e que faça sentido no mercado de lá, não deve enfrentar nenhum problema. "O discurso dele foi muito marqueteiro, ele pode aumentar a tributação que já é alta, mas é vantagem manter negócios no país", afirma. "A bandeira republicana propõe diminuição de impostos e a não-intervenção do estado na economia, assim dificultar o processo de abertura de negócios lá é também prejudicar a economia. E essa lógica não faz sentido para eles", complementa. 

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