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Lucro da EDP Brasil cai 17% no trimestre; ações recuam mais de 2%

25/07/2019 10h42

A elétrica EDP (SA:ENBR3) Brasil teve lucro de R$ 188,9 milhões no segundo trimestre, queda de 17% na comparação anual, principalmente por efeitos não recorrentes que impactaram positivamente os resultados em 2018, como a venda de pequenas hidrelétricas e um ressarcimento para sua termelétrica de Pecém. Com os números pressionados, as ações da companhia têm perdas da 2,92% a R$ 18,98 na bolsa nesta quinta-feira.

A empresa, do grupo europeu Energias de Portugal, divulgou na noite de quarta-feira que teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 555,75 milhões, recuo de 6,8% ante mesmo período de 2018.

O lucro líquido ajustado, desconsiderando efeitos não recorrentes, somou R$ 164,7 milhões de reais, alta de 17,2% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado foi de 519 milhões de reais, avanço de 11,8%.

Os investimentos da elétrica somaram 618,45 milhões de reais no segundo trimestre e cerca de 1 bilhão de reais no acumulado do ano, ambos com alta de mais de 160% na comparação anual.

A EDP Brasil controla distribuidoras de eletricidade no Espírito Santo e em São Paulo, além de ter ativos de geração e negócios em transmissão e comercialização de energia. A empresa também tem participação na elétrica Celesc (SA:CLSC4), de Santa Catarina.

O BTG Pactual (SA:BPAC11) mantém a recomendação de compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 20,00, que é derivado do DCF descontado a uma taxa WACC real de 6,4% para o negócio de geração e de 6,1% para o segmento de distribuição

A Coinvalores destaca que o segmento de geração ficou pressionado neste trimestre, tanto por sua estratégia de alocar a maior parte da energia no segundo semestre quanto pela melhora das condições hidrológicas, que reduziu a necessidade de uso das termelétricas e o preço de venda no mercado de curto prazo.

Para os analistas, o resultado final, entretanto, sofreu com a maior despesa financeira no período. Para eles, a divulgação não deve exercer influência relevante sobre os papéis da companhia, uma vez que a prévia da última semana já sinalizou para um desempenho misto neste 2T19, com expectativa de um desempenho mais consistente no segundo semestre.