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Turismo compartilhado cresce na contramão da crise imobiliária, aponta a Caio Calfat Real Estate Consulting

Caio Calfat Real Estate Consulting

Os dados abaixo são de responsabilidade das empresas envolvidas e não são produto jornalístico do UOL

SÃO PAULO, 25 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- Enquanto os lançamentos e as vendas de imóveis no país sofrem retração histórica – queda, respectivamente de 24% e 7% entre janeiro e setembro de 2015 comparando a igual período de 2014, segundo estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e consolidado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) –, o nicho imobiliário de propriedades compartilhadas (fractional) mostra-se aquecido no Brasil. Levantamento da Caio Calfat Real Estate Consulting junto às seis maiores comercializadoras do país (que controlam 98% das vendas nacionais) mostra que o mercado deve negociar neste ano R$ 2,3 bilhões, 60% a mais que em 2015 (R$ 1,43 bilhão) e superando os 58% de crescimento em relação a 2014 (R$ 906 milhões). Há também mais empreendimentos: o primeiro lançamento ocorreu em 2010; hoje são 33 em operação ou comercialização.

 

Crédito: Divulgação

 

Os empreendimentos fractional se destinam ao público interessado em manter uma casa de veraneio sem arcar sozinho com os custos pós-compra: manutenção, segurança, impostos. Estes imóveis – casas ou apartamentos em condomínios ou resorts, com acesso a praia ou parque aquático – possuem alguns serviços de hotelaria e a unidade autônoma é fracionada entre os donos. Pode-se, por exemplo, adquirir a cota de um apartamento em Caldas Novas, com estrutura de lazer, a partir de R$ 32 mil para uso vitalício de até três semanas ao ano – neste caso, divide-se o imóvel com até 17 proprietários. Cada dono usufrui do imóvel de duas a seis semanas ao ano, com divisão de datas equilibradas para todos. As cotas de manutenção são proporcionais ao programa de uso escolhido.

Segundo Caio Calfat, diretor da consultoria e vice-presidente de Assuntos Turísticos Imobiliários do Secovi-SP, o crescimento do fractional brasileiro se explica pelo aquecimento do turismo interno e valor reduzido da fração imobiliária. O comprador investe menos na aquisição e manutenção do imóvel e empreendedores ou incorporadores viabilizam venda mais rápida e para mais pessoas. "O preço da fração é proporcionalmente maior, entre 30% a 50%, comparado ao valor de uma unidade autônoma inteira", aponta. São exemplos de fractional o Marina Flat & Náutica, em Caldas Novas (GO), em operação, e o Malai Manso Iate Golf Convention & Spa, na Chapada dos Guimarães (MT), em construção.

Bress Comunicação

Eduardo Merli, merli@bresscomunicacao.com.br

(11) 99340-6780

FONTE Caio Calfat Real Estate Consulting

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