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Renda entre homem e mulher continua desigual após 10 anos; diferença é maior para as que mais estudam

Carlos Iavelberg

Da Redação, em São Paulo

A diferença entre as rendas médias da mulher e do homem no Brasil ficou praticamente estável nos últimos dez anos, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais mostra que, em 2009, uma mulher ganhava, em média, 71% da renda de um homem. Dez anos antes, essa relação era de 69%.

Os dados ainda apontam que, quanto mais anos de estudo a mulher tem, pior é a sua renda em comparação com a de um homem com o mesmo grau de instrução.

Em 2009, o rendimento das mulheres que estudaram 12 anos ou mais representa 58% do de um homem nas mesmas condições. Entre os que estudaram até 8 anos, essa relação é de 61%.

Para o IBGE, "uma possível explicação para isso é que, para o grupo com escolaridade mais elevada, a formação profissional das mulheres ainda se insere nos tradicionais nichos femininos, como as atividades relacionadas ao serviço social, à saúde e à educação, que ainda são pouco valorizados no mercado de trabalho".

Os dados também mostram uma diferença entre as horas trabalhadas ao longo da semana. "Enquanto a média, em 2009, para as mulheres foi de 36,5 horas semanais, para os homens foi de 43,9 horas", diz o estudo.

 

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