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Banco Mundial diz que economia do Brasil cresceu menos de 1% em 2012

Do UOL, em São Paulo

15/01/2013 16h04

O Banco Mundial estima um crescimento econômico de aproximadamente 0,9% para o Brasil em 2012, de acordo com o relatório "Perspectivas econômicas Globais de 2013", divulgado pelo órgão nesta terça-feira (15).

Em dezembro, o Banco Central (BC) divulgou previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2012 de 1% --no início do ano, o governo estimava um PIB de 4% a 4,5%. Para o mercado, segundo o Boletim Focus, o crescimento deve ficar abaixo de 1%.

Para 2013, o Banco Mundial projeta uma aceleração da economia brasileira de 3,4%, que será impulsionada por políticas monetárias e fiscais já implantadas pelo governo brasileiro, e "cujos efeitos ainda serão sentidos".

A presidente Dilma chegou a dizer no final do ano passado, em entrevista, que queria um “pibão grandão” em 2013.

O relatório aponta que os esforços do governo para incrementar a economia reduzindo o chamado "custo Brasil" (definido pelo Banco Mundial como 'impostos altos, burocracia pesada e infraestrutura inadequada') podem contribuir para que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresça cerca de 3,4% ao longo deste ano.

No documento, o Banco Mundial alerta para os riscos da crescente dependência dos países sul-americanos em relação às exportações para a China. A avaliação é de que, se a economia chinesa desacelerar mais do que o esperado, as exportações, principalmente de commodities, poderão ser prejudicadas.

Estímulos

Nos últimos meses, o governo tem adotado isenções fiscais e outras medidas para tentar estimular a economia brasileira em meio à crise global.

No terceiro trimestre, a economia cresceu apenas 0,6%, metade da taxa esperada por analistas, o que levou a revisões para baixo nas projeções de crescimento em 2012 e 2013.

Além das reduções de impostos, o governo também cortou a taxa básica de juros dez vezes consecutivas para a mínima recorde de 7,25% e interveio no mercado de câmbio para desvalorizar o real em relação ao dólar e estimular exportações.

(Com informações de agências)

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