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Prejuízo de empresa de energia de Eike sobe 73%, para R$ 233,2 milhões

Do UOL, em São Paulo

14/08/2013 08h37Atualizada em 14/08/2013 09h25

A MPX (MPXE3), empresa de energia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, teve prejuízo de R$ 233,2 milhões no segundo trimestre, segundo balanço divulgado na noite desta terça-feira (13). O prejuízo é 72,5% maior que o apurado em igual período do ano passado (R$ 135,2 milhões).

As empresas do bilionário enfrentam uma séria crise de confiança no mercado e grandes perdas na Bolsa de Valores. Nesta quarta (14), as outras cinco empresas de Eike com ações na Bolsa de Valores divulgam seus resultados do segundo trimestre: a petroleira OGX (OGXP3), a mineradora MMX (MMXM3), a empresa de logística LLX (LLXL3), o estaleiro OSX (OSXB3) e a mineradora de carvão CCX (CCXC3).

A receita operacional líquida foi de R$ 395,1 milhões. No semestre, a receita totalizou R$ 591,2 milhões.

De acordo com a empresa, a receita foi composta principalmente pelas receitas dos contratos de compra e venda de energia das termelétricas Itaqui e Parnaíba I, ambas no Maranhão, que atingiram capacidade comercial plena ao longo do primeiro semestre de 2013.

Segundo a empresa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado foi negativo em R$ 38,6 milhões, impactado principalmente por custos associados à aquisição de energia e à indisponibilidade das termelétricas em operação. No ano passado, o Ebitda também foi negativo, de R$ 37,9 milhões.

A companhia fechou o segundo trimestre com R$ 140,7 milhões em caixa. O valor representa uma queda de 80% frente ao montante registrado em dezembro de 2012, de R$ 519,3 milhões.

A companhia também tem R$ 2,65 bilhões de dívidas com vencimento em até um ano.

De acordo com a MPX, os investimentos no segundo trimestre de 2013 somaram R$ 552,3 milhões, voltados para o desenvolvimento de quatro projetos termelétricos (Itaqui, Pecém II, Parnaíba I e Parnaíba II). No primeiro trimestre de 2013, os investimentos totalizaram R$ 305,6 milhões.

(Com Reuters e Valor)

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