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Pará tem projeto para cultivo sustentável de cacau

do UOL, em São Paulo

  • Armando Pereira Filho/UOL

Um projeto em São Félix do Xingu (PA) quer tornar o plantio de cacau na região sustentável. A iniciativa é mantida pela empresa de produção e processamento de alimentos Cargill, a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC), o Ministério da Agricultura e uma cooperativa local.

Batizado como "Cacau mais Sustentável", o projeto tem como objetivo combater o desmatamento, melhorar a produtividade e aumentar a renda do trabalhador. A iniciativa será implantada em 100 propriedades da região.

O Estado do Pará já representa 25% da colheita nacional, com incremento anual na faixa de 5% ao ano.

Lucro com o cacau poderá superar o da pecuária na região

"A expectativa é que cada hectare trabalhado [no projeto] possa render até uma tonelada de cacau por ano. Para estes produtores, o lucro do cacau pode ser maior do que o da pecuária, o que torna esta lavoura uma boa alternativa de renda e ainda recupera áreas degradadas", explica o gerente de responsabilidade corporativa da Cargill, Yuri Feres.

"O projeto incentiva os produtores a recuperarem áreas desmatadas ou improdutivas por meio da plantação de cacau, que pode ser feita com o auxílio de árvores nativas para produzir o sombreamento necessário para seu desenvolvimento", diz Fabio Pereira, gerente de adequação ambiental da TNC no sul do Pará.

Além disso, o programa iniciado no ano passado também ensina técnicas de manejo para a melhora da produtividade e correção de erros no cultivo, desde o início do processo até a fase de colheita e armazenamento.

Projeto inclui distribuição de sementes resistentes a doenças

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão técnico do Ministério da Agricultura, desenvolve sementes de cacau resistentes a pragas e as distribui para os produtores do projeto, para evitar doenças como a vassoura-de-bruxa, que devastou lavouras na Bahia.

O presidente da Cooperativa Alternativa de Pequenos Produtores Rurais e Urbanos de São Félix do Xingu (Cappru), Ilson Martins, lembra que quando começou a trabalhar na região, no início da década de 90, havia uma produção incipiente no município, que quase não era comercializada.

"Não acreditavam no potencial do cacau, era difícil conseguir financiamento. Hoje a situação mudou, quase 30% da produção de São Félix é de cacau. A safra passada foi de 1.600 toneladas, e em 10 anos podemos chegar a cerca de 5.000. Com o auxílio da cooperativa, as famílias já vendem direto para a indústria, sem atravessadores", afirma Martins.

Ministério da Agricultura divulga novos preços mínimos para o cacau

O preço mínimo do cacau para a safra 2013/2014 foi oficializado nesta quinta-feira (15) por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. Com a definição, os produtores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm garantia de preços que vão de R$ 4,69 a R$ 5,46 para as variedades cultivada e extrativa da amêndoa.

A portaria, assinada ontem (14) pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, estabelece preço mínimo de R$ 4,69 e R$ 5 o quilo para o cacau cultivado no Centro-Oeste e Norte, respectivamente. Para a amêndoa extraída no Norte, o valor é R$ 5,46 o quilo. Os patamares valem para o período de julho deste ano a junho de 2014.

(Com EFE e Agência Brasil)

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