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Eike Batista vende controle de porto da MMX em acordo de US$ 996 milhões

Do UOL, em São Paulo

15/10/2013 07h38

O empresário Eike Batista fechou acordo definitivo para transferir o controle da MMX Porto Sudeste para a Impala, divisão da Trading Trafigura, e Mubadala, segundo um comunicado ao mercado da MMX (MMXM3) divulgado na noite de segunda-feira (14).

O acordo de US$ 996 milhões tira dívidas de Eike Batista e assegura novo investimento no porto.

A transação considera um investimento total US$ 400 milhões na MMX Porto Sudeste, pela Impala e pela Mubadala. A MMX, por sua vez, transferirá dívidas da MMX Sudeste no valor de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

Com o acordo, a Trafigura e a Mubadala (hoje o maior credor individual de Eike) se tornam acionistas indiretos detentores de 65% do capital social da MMX Porto Sudeste, enquanto a MMX manterá os 35% restantes na empresa.

A MMX Porto Sudeste é proprietária de um terminal portuário de movimentação de minério de ferro no Rio de Janeiro.

O porto terá inicialmente capacidade para transportar até 50 milhões de toneladas métricas do insumo por ano. A empresa tem acordos de transporte de minério com a siderúrgica Usiminas (USIM5).

A conclusão do negócio envolvendo o Porto Sudeste está sujeita à aprovação regulatória e à conclusão de um plano de refinanciamento da dívida.

Vendas de ativos

O esforço mais recente do empresário para evitar o colapso do grupo EBX segue a venda de outros ativos importantes e vem em meio a negociações com os credores da petrolífera OGX (OGXP3), que não pagou juros de US$ 44,5 milhões de títulos neste mês.

O grupo EBX, de Eike Batista, tinha valor de mercado de cerca de US$ 60 bilhões no início do ano, mas o valor de suas empresas despencou depois de não atingirem metas de produção e lucro e acumularem dívidas.

Em julho, Eike cedeu o controle da empresa de energia MPX (MPXE3) para o grupo alemão E.ON. A companhia foi então renomeada para Eneva.

Em agosto, o empresário fechou acordo para vender a LLX Logística (LLXL3) para a empresa de investimentos norte-americana EIG Global Energy Partners por US$ 559 milhões.

(Com Reuters)