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Protesto de caminhoneiros entra no 2º dia; Fernão Dias tem bloqueios

Do UOL, em São Paulo

10/11/2015 10h15Atualizada em 10/11/2015 18h44

O protesto de caminhoneiros continua nesta terça-feira (10) em ao menos oito Estados, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal e das concessionárias de rodovias. Os Estados são Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Na rodovia Fernão Dias, a pista Sul (sentido São Paulo) está temporariamente interditada no km 499, região de Betim (MG), por causa de uma ação da Polícia Rodoviária em relação à paralisação dos caminhoneiros, segundo a Arteris, concessionária responsável. O tráfego está parado até o km 498.

Ainda no sentido Sul, há lentidão do km 507 ao km 510 e do km 511 ao km 513, nas regiões de São Joaquim de Bicas e Igarapé (MG), em decorrência da paralisação que interdita uma das faixas e o acostamento nos locais.

Não há registro de bloqueios nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Imigrantes, Anchieta e Presidente Dutra, segundo informações divulgadas nos sites das concessionárias responsáveis.

Situação nas rodovias federais

Em rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal registra 24 pontos de protesto em boletim divulgado as 17h desta terça-feira, com 15 bloqueios parciais --apenas caminhões são parados, mas ônibus, carros e ambulâncias podem passar. 

As rodovias federais com bloqueio parcial são:

  • BR381, km 359, em João Monlevade (MG); 
  • BR262, km 369, em Juataba (MG); 
  • BR267, km 364, em Maracaju (MS);
  • BR376, km 245, em Apucarana (PR); km 376, em Mandaguaçu (PR);
  • BR476, km 358, em União da Vitória (PR); 
  • BR369, km 80, em Cornélio Procópio (PR);
  • BR116, km 54, em Papanduva (SC); 
  • BR280, km 122, em São Bento do Sul (SC); 
  • BR153, km 240, em Colinas do Tocantins (TO); km 111, em Ibaiti (PR);
  • BR242, km 5, em Taguatinga (TO);
  • BR 158, km 170, em Confresa (MT);

Protesto pede saída de Dilma 

Os protestos foram liderados pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), que diz ser um movimento independente e apartidário e que pede a saída da presidente Dilma Rousseff.

Sindicatos que representam os caminhoneiros, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, se posicionaram contra os protestos.

Na noite de ontem, o governo autorizou a Polícia Rodoviária Federal a atuar para desbloquear estradas e disse que os caminhoneiros que fecharem rodovias estarão sujeitos a multa de R$ 1.915, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A multa já é prevista na legislação brasileira, e o governo apenas determinou à PRF que seja estritamente cumprida. A punição será aplicada uma vez e, se o caminhoneiro não retirar o veículo que bloqueia a rodovia, será rebocado. A cada vez que voltar a bloquear a estrada, será multado mais uma vez.

Governo monitora

Ontem, o ministro da Justiça classificou o movimento como político e afirmou que não há como negociar com os líderes, que pedem a renúncia ou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, já havia afirmado que o objetivo da greve era apenas gerar desgaste para o governo.

No Palácio do Planalto, a ordem é para acompanhar o movimento, que não pode ser desprezado pelo potencial de confusão que pode causar no país, mas a avaliação inicial é de que a adesão foi muito aquém do que se prometia.

Ainda assim, há temor de que, se o movimento chegar até o próximo fim de semana, possa crescer ao se unir a manifestações pelo impeachment de Dilma marcadas para o próximo domingo. O governo mantém o monitoramento pelas redes sociais.

(Com Reuters)

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