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Vai viajar? Está prestes a comprar uma casa? Como a crise afeta seus planos

Téo Takar

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Getty Images

Vai viajar? Está preocupado com seus investimentos? Está prestes a comprar uma casa? Veja quais atitudes tomar nos próximos dias em meio à crise política desencadeada pela delação premiada do dono da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer.

Viagem para o exterior

Se você vai viajar para fora do Brasil nos próximos dias e ainda não comprou o montante de moeda estrangeira de que precisava, talvez seja melhor abrir mão de levar somente dinheiro vivo e optar por lançar a maior parte das despesas no cartão de crédito internacional.

"Eu evitaria comprar dólar, euro ou qualquer outra moeda no câmbio turismo pelo menos nos próximos dez dias. É melhor usar o cartão de crédito, mesmo tendo de pagar o IOF de 6,38%", afirma o professor de finanças do Insper Ricardo Rocha.

Ao escolher o cartão, você vai postergar a conversão cambial das despesas da viagem para o dia vencimento da fatura, o que pode ocorrer em até 30 dias, provavelmente com uma taxa de câmbio mais favorável do que a atual, explica o professor.

"Eu acredito que essa crise será debelada logo, independente de Michel Temer dizer que não vai renunciar. Então, vale a pena correr o risco de jogar as despesas no cartão, esperando que o câmbio seja menos pior lá na frente."

Investimentos em renda fixa

Quem possui aplicações em fundos de investimento ou em títulos públicos prefixados (LTN) ou atrelados à inflação (NTN-B) pode levar um susto nos próximos dias. Devido ao efeito da marcação a mercado, o saldo nas contas deverá cair, já que as taxas de juros estão registrando forte alta em função do nervosismo do mercado financeiro com a crise política.

A recomendação do professor Rocha é muito simples:

"Não faça nada. Da mesma forma que os papéis caíram, eles vão voltar a subir assim que as coisas se acalmarem. Tenha paciência."

O especialista em finanças pessoais do Insper recomenda sacar apenas os recursos para pagar contas, dívidas ou outros compromissos. "Se você não vai precisar do dinheiro agora, deixa ele quieto lá."

Rocha lembra ainda que, independente das oscilações, o investidor que aplica em papéis prefixados e de inflação no Tesouro Direto terá garantida a taxa de rendimento, se mantiver o papel até o seu vencimento. Já quem tem uma sobra de recursos pode aproveitar o momento para investir, aproveitando as taxas mais elevadas desses títulos.

Investimento em ações

Se você suou frio ao ver suas ações despencarem 10% ou mais nesta quinta-feira (18), continue respirando fundo e não venda os papéis. "Não mudou nada no Brasil de ontem (18) para hoje (19) do ponto de vista econômico ou das empresas. Bradesco e Itaú continuam bancos sólidos. O país está retomando o crescimento. O mundo não vai parar por causa de mais uma crise política", argumenta Rocha.

O professor lembra que a volatilidade (altas e baixas dos preços) faz parte do risco de se investir em renda variável. "Na verdade, essa forte queda ontem (18) até abre uma oportunidade de compra para quem tem dinheiro sobrando e está montando uma carteira de ações."

Compra de casa, carro, máquinas ou outros bens

Se a crise política pegou você bem no meio da negociação para compra de um bem de alto valor, como uma casa, um carro ou uma máquina para sua empresa, o professor Rocha não vê motivo para pânico.

"A economia está em processo de recuperação. Se você acredita que a sua empresa está bem financeiramente, que você não corre risco de perder o emprego, não há motivo para desistir do negócio agora."

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