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Após forte queda em maio, rotativo do cartão volta a subir em junho, a 378%

Do UOL, em São Paulo

Após forte queda em maio, segundo mês em que estavam em vigor as novas regras para o cartão determinadas pelo Banco Central, os juros do rotativo do cartão de crédito voltaram a subir em junho.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo BC, a taxa foi de 378,3% ao ano em junho --alta de 0,4 pontos na comparação com maio (377,9%), mas queda de 92,3 pontos em relação a junho de 2016 (470,6%).

Já os juros do parcelamento da fatura do cartão de crédito caíram de 159,6% para 157,8 ano no mês passado.

Desde 3 de abril, o consumidor só pode usar o rotativo do cartão por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve.

Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Confira a variação das modalidades de crédito monitoradas pelo BC:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 377,9% ao ano em maio para 378,3% ao ano em junho
  • Cartão de crédito parcelado: de 159,6% ao ano em maio para 157,8% ao ano em junho
  • Cheque especial: de 325,1% ao ano em maio para 322,6% ao ano em junho
  • Crédito pessoal não-consignado: de 132,6% ao ano em maio para 125% ao ano em junho
  • Crédito pessoal consignado: de 27,5% ao ano em maio para 27,4% ao ano em junho
  • Compra de veículos: de 24,3% ao ano em maio para 24% ao ano em junho
  • Financiamento imobiliário: de 9,9% ao ano em maio para 9,2% ao ano em junho

Cortes na taxa básica de juros

Na noite de ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC decidiu cortar novamente a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, de 10,25% para 9,25% ao ano, na sétima baixa seguida. É o menor nível em quase quatro anos. 

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

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