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Preço de alimentos sobe, e prévia da inflação acelera para 0,39% em janeiro

Do UOL, em São Paulo

23/01/2018 09h01

Puxado pela alta dos alimentos, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), acelerou para 0,39% em janeiro, após registrar 0,35% no mês passado. 

Apesar da aceleração, o resultado ficou abaixo do esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que previam IPCA-15 de 0,44%.

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Em doze meses, a prévia acumulada ficou em 3,02%, o que coloca a inflação dentro da margem de tolerância do governo pela primeira vez desde junho. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto, ou seja, pode variar entre 3% e 6%. 

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (23).

Tomate sobe quase 20%

A inflação entre dezembro e janeiro foi puxada pelos preços dos alimentos, que interromperam sete meses seguidos de queda e avançaram 0,76%. 

O destaque foi o tomate, que ficou quase 20% mais caro. Outros produtos que têm bastante peso na cesta básica e encareceram foram a batata (+11,7%), as frutas (+4,39%) e as carnes (1,53%).

Por outro lado, o feijão carioca ficou 5,86% mais barato, e o leite, 1,69%.

Combustíveis mais caros

Também pesaram no bolso os gastos com transporte (+0,86%), em razão do aumento de 2,54% nos preços dos combustíveis.

O litro da gasolina subiu 2,36% por conta dos reajustes realizados pela Petrobras nas refinarias. O etanol ficou 3,86% mais caro no período, e o diesel, 1,27%.

Desde julho do ano passado, a Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente.

Conta de luz sem taxa extra

O único grupo de despesas que ficou mais barato entre dezembro e janeiro foi habitação (-0,41%), principalmente devido à redução de 3,97% nas contas de luz.

Desde 1º de janeiro, está em vigor a bandeira tarifária verde, o que significa que não há cobrança de taxa adicional nas contas. Em dezembro, vigorou a bandeira vermelha patamar 1, com custo adicional de R$ 0,03 por cada kwh consumido.

Inflação oficial em 2017

A safra agrícola recorde derrubou os preços de alimentos no ano passado, levando a inflação oficial a encerrar 2017 abaixo do limite mínimo da meta do governo pela primeira vez desde o início do regime de metas de inflação, na década de 1990.

O IPCA subiu 2,95% em 2017, mas teria marcado 4,54% não fosse a queda nos preços de alimentos, segundo estimativas do BC.

Juros X Inflação

Os juros são usados pelo BC para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, como agora, o BC derruba os juros para estimular o consumo. 

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, o órgão decidiu cortar a taxa de juros pela décima vez seguida. Ela passou de 7,5% para 7% ao ano.

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

(Com Reuters)

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