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Juro do cheque especial e do rotativo cai, mas ainda é de quase 300% ao ano

Do UOL, em São Paulo

27/07/2018 11h05

Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial caíram de maio para junho e também em relação a junho de 2017, mas ainda continuam num patamar elevado, em torno de 300% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país (Selic) está em seu menor patamar histórico, a 6,5% ao ano.

Em média, os juros do rotativo passaram de 303,6% ao ano, em maio, para 291,9% ao ano, em junho. Em junho de 2017, a taxa média era de 380,1% ao ano. 

No cheque especial, os juros caíram de 311,9% ao ano, em maio, para 304,9% ao ano, em junho. No mesmo mês do ano passado, era de 322,6% ao ano. 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

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Confira a variação das modalidades de crédito:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 303,6% ao ano em maio para 291,9% ao ano em junho
  • Cartão de crédito parcelado: de 165,5% ao ano em maio para 168,1% ao ano em junho
  • Cheque especial: de 311,9% ao ano em maio para 304,9% em junho
  • Crédito pessoal não-consignado: mantido em 114,7% ao ano em junho
  • Crédito pessoal consignado: de 25,4% ao ano em maio para 25% ao ano em junho
  • Compra de veículos: de 21,5% ao ano em maio para 22% ao ano em junho
  • Financiamento imobiliário: mantida em 8% ao ano em junho

Mudanças no cheque especial

Desde o início deste mês, pessoas que usarem mais de 15% do limite do cheque especial por 30 dias seguidos devem ter acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor.

A medida foi anunciada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em abril. A entidade diz que cada banco pode definir qual alternativa oferecer.

Novas regras do cartão 

Em relação ao uso do cartão, o consumidor só pode usar o rotativo por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve. Veja as taxas médias cobradas dos consumidores:

Rotativo do cartão de crédito

  • Para quem pagou o valor mínimo da fatura: 261,1% ao ano
  • alta na comparação com maio (243%)
  • alta em relação a junho de 2017 (230,1%)
  • Para quem não pagou nem o valor mínimo da fatura: 313,3% ao ano
  • queda na comparação com maio (346,1%)
  • queda em relação a junho de 2017 (463,6%)
  • Média (considera as duas opções acima): 291,9% ao ano
  • queda na comparação com maio (303,6%)
  • queda em relação a junho de 2017 (380,1%)
  • Parcelamento da fatura do cartão de crédito: 168,1% ao ano
  • alta na comparação com maio (165,5%)
  • alta em relação a junho de 2017 (157,9%).

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