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Juro do rotativo do cartão e do cheque especial cai, mas fica perto de 300%

Do UOL, em São Paulo

2018-11-28T16:54:55

28/11/2018 16h54

Os juros do rotativo do cartão de crédito caíram outubro, tanto na comparação com setembro quanto com outubro do ano passado. As taxas do cheque especial também apresentaram queda, mas ainda continuam num patamar elevado, na casa de 300% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país (Selic) está em seu menor patamar histórico, a 6,5% ao ano.

Em média, os juros do rotativo passaram de 279,1% ao ano, em setembro, para 275,7% ao ano, no mês passado. Em outubro de 2017, a taxa média era de 333,1% ao ano. 

No cheque especial, os juros caíram de 301,4% ao ano, em setembro, para 300,4% ao ano, em outubro. No mesmo mês do ano passado, era de 323,7% ao ano. 

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Leia também:

Confira a variação das modalidades de crédito:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 279,1% ao ano em setembro para 275,7% ao ano em outubro
  • Cartão de crédito parcelado: de 164,5% ao ano em setembro para 166,1% ao ano em outubro
  • Cheque especial: de 301,4% ao ano em setembro para 300,4% ao ano em outubro
  • Crédito pessoal não-consignado: de 122,2% ao ano em setembro para 126% ao ano em outubro
  • Crédito pessoal consignado: de 24,4% ao ano em setembro para 24,3% ao ano em outubro
  • Compra de veículos: de 22,2% ao ano em setembro para 22,4% ao ano em outubro
  • Financiamento imobiliário: de 7,7% ao ano em setembro para 7,8% ao ano em outubro

Mudanças no cheque especial

Desde julho deste ano, pessoas que usarem mais de 15% do limite do cheque especial por 30 dias seguidos devem ter acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor.

A medida foi anunciada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em abril. A entidade diz que cada banco pode definir qual alternativa oferecer.

Novas regras do cartão 

Em relação ao uso do cartão, o consumidor só pode usar o rotativo por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve. 

Banco Central orienta sobre tipos de cartão

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