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BC trabalhará para baixar os juros e cortar subsídios, diz Campos Neto

Divulgação/Banco Central
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Imagem: Divulgação/Banco Central

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

2019-03-13T16:39:42

13/03/2019 16h39

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou hoje durante a cerimônia de transmissão de cargo que o governo trabalhará por juros mais baixos e para reduzir a concessão de subsídios.

"A intermediação financeira no Brasil tem de se libertar das amarras que a prendem ao governo. O mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo", disse.

Campos Neto afirmou que é necessário avançar nas mudanças para desenvolver o mercado de capitais e garantir o acesso aos investidores brasileiros, estrangeiros, as famílias e as empresas. Conforme ele, esse esforço contribuirá para um país melhor.

"Vamos simplificar e desburocratizar o acesso aos mercados financeiros para todos e dar um tratamento homogêneo ao capital, independentemente de sua nacionalidade ou se provém de um grande ou de um pequeno investidor", disse.

Campos Neto assume o comando do BC em substituição a Ilan Goldfajn, que ocupava o cargo desde junho de 2016.

Juros subsidiados não salvaram a economia, diz Campos Neto

O presidente do BC também declarou que a redução da taxa básica de juros a 6,5% ao ano mostrou como algumas distorções atrapalham o desenvolvimento do país. "Um exemplo dessas distorções são os programas de empréstimos a juros subsidiados, principalmente por meio do BNDES", afirmou.

Campos Neto afirmou que as empresas que tiveram acesso aos recursos subsidiados do BNDES não aumentaram os investimentos.

"Além disso, os pagamentos antecipados por parte das empresas de empréstimos de longo prazo obtidos junto ao BNDES ressaltam a natureza de tesouraria de parte dessas operações, que deixaram de ser atrativas com a redução do diferencial entre a TJLP [Taxa de Juros de Longo Prazo, usada em empréstimos do BNDES] e a Selic", afirmou.

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