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0.01 Jun.2019
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Reforma da Previdência


Após avanço da Previdência, Bolsonaro diz que texto aprovado 'tem equívoco'

Andre Coelho/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Andre Coelho/Folhapress

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

2019-07-05T11:49:07

2019-07-05T13:09:04

05/07/2019 11h49Atualizada em 05/07/2019 13h09

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que o texto da reforma da Previdência aprovado ontem na comissão especial da Câmara dos Deputados tem equívoco e mal-entendido. O presidente defendeu abertamente regras mais brandas para os militares, seu eleitorado tradicional.

"Tem equívoco, tem mal-entendido (...) Com a sensibilidade que existe no Parlamento isso vai ser corrigido. Não acabou a reforma da Previdência ainda", disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que pouca coisa precisa ser mexida no texto, mas evitou entrar em detalhes de quais mudanças poderiam ser feitas futuramente. Ao longo da semana, fez pedidos públicos para parlamentares aprovarem regras que flexibilizem a transição para a aposentadoria de policiais. Essas medidas foram rejeitadas pela comissão especial.

"Como um todo, foi muito bom. Acho que pouca coisa tem de ser mexida. Não vou entrar em detalhe, está com o Parlamento essa questão. Qualquer posição vai ser de forma reservada com o Rodrigo Maia e com os líderes partidários. O governo precisa fazer de tudo para que essa Previdência não morra. Reconhecemos especificidades de várias carreiras, mas todos têm de contribuir com alguma coisa", disse.

A falta de articulação para inserir no texto e aprovar regras brandas para policiais levou categorias da polícia a se manifestarem contra o presidente e o seu partido, o PSL. Na terça-feira (2), em frente ao Planalto, um sindicato da Polícia Civil exibiu bandeiras chamando Bolsonaro de "traidor". As críticas ao presidente e ao partido se repetiram na quinta, após a rejeição dos destaques que iriam suavizar as regras para a categoria.

Questionado sobre a insatisfação dos policiais com o texto aprovado, Bolsonaro disse que viu com tranquilidade as críticas da categoria. O presidente afirmou que todos têm de contribuir com alguma coisa.

"Fizemos a nossa parte, entramos com o projeto. O comando agora está com o nosso presidente [da Câmara] Rodrigo Maia. Tenho certeza que vamos conversar, trazer o Paulo Guedes para conversar também, as demais lideranças. E quem quiser conversar de forma civilizada, estamos dispostos a conversar", declarou.

O presidente estava acompanhando do chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, do ministro Wagner Rosário (CGU), do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), do ex-comandante do Exército e assessor especial do GSI, General Villas-Boas e de outras autoridades militares.

O evento celebrou o 196º aniversário de criação do Batalhão do Imperador e o 59º de sua transferência para capital.

(Com Estadão Conteúdo)

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