IPCA
-0.04 Set.2019
Topo

Reforma da Previdência


BC: bancos estão preocupados com atrasos na aprovação da Previdência

Roberto Campos Neto, presidente do BC - Leonardo Rodrigues/Valor/Agência O Globo
Roberto Campos Neto, presidente do BC Imagem: Leonardo Rodrigues/Valor/Agência O Globo

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

10/10/2019 09h58

As instituições financeiras que operam no Brasil estão preocupadas com os atrasos e interrupções na aprovação da reforma da Previdência no Senado.
Além disso, o aumento nas tensões internacionais, com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, elevou o nível de apreensão do mercado com o cenário externo. As avaliações fazem parte do Relatório de Estabilidade Financeira, publicado hoje pelo (BC) Banco Central.

A reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno no Senado, após atrasos na votação. A expectativa era de que o texto fosse votado no fim de setembro e o segundo turno concluído até 10 de outubro. Entretanto, a falta de acordo para a partilha de recursos do mega leilão de petróleo para estados e municípios levou ao atraso na votação do texto. O segundo turno, que deveria ocorrer até 10 outubro, foi remarcado para 22 do mesmo mês.

"A dívida bruta do governo e o persistente aumento dos ativos problemáticos na carteira às grandes empresas continuam sendo os principais pontos de atenção. O mercado reduziu sua preocupação com os riscos político-fiscais - embora ainda os considere a maior fonte de vulnerabilidade para a estabilidade financeira -, mas aumentou a apreensão com o cenário externo", informou o BC na publicação.

Apesar dos temores, o BC afirmou no relatório que as instituições financeiras permanecem confiantes na capacidade de o sistema financeiro absorver choques adversos. O Mapa de Estabilidade Financeira (MEF), pesquisa apresentada no relatório mostra que a principal preocupação do mercado é com o governo.

"O MEF demonstra que "Governo" é a preocupação atual mais relevante para a estabilidade financeira. A dívida bruta do governo geral aumenta de forma continuada desde o início de 2014", informou o BC.

Mais Reforma da Previdência